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Seis palestinos morrem após ataque a veículo israelense

A onda de violência, que teve início neste sábado, é a maior desde a operação israelense em Gaza realizada entre final de 2008 e início de 2009

Por Da Redação - 11 nov 2012, 16h27

Seis palestinos morreram e 32 ficaram feridos na Faixa de Gaza, depois que um grupo de militantes incendiou um veículo militar israelense, que deixou quatro soldados feridos, disseram neste domingo fontes médicas e testemunhas.

A onda de violência, que teve início neste sábado, é a maior desde a devastadora operação israelense em Gaza no final de 2008 e início de 2009, que durou 22 dias. Neste domingo, após uma série de ataques e contra-ataques entre o exército israelense e os palestinos, um militante morreu e outros ficaram feridos em um bombardeio aéreo israelense próximo a cidade de Jabaliya, segundo fontes médicas.

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Nesta madrugada, médicos relataram a chegada do corpo de outro militante deste grupo, Mohamed Abed, de 20 anos, que morreu em outro ataque a Leste de Jabaliya, elevando o balanço de mortos a seis em 12 horas.

Israel está preparado para intensificar sua resposta frente a uma nova onda de violência em sua fronteira com a Faixa de Gaza, alertou neste domingo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. “O mundo tem que compreender que Israel não ficará de braços cruzados diante das tentativas de ataque. Estamos preparados para intensificar nossas ações”, disse no início da reunião semanal de seu conselho de ministros.

Para o ministro de Infraestrutura, Uzi Landau, a situação em Gaza é insuportável. “Não pode haver mais de um milhão de pessoas (no Sul de Israel) sob uma chuva constante de morteiros (pequeno canhão portátil) e mísseis”, declarou. “Imagino que Israel terá que se preparar para uma operação, independente da realização das eleições”, acrescentou. As eleições legislativas estão previstas para 22 de janeiro.

O exército israelense indicou ter agido em sete pontos diferentes durante a noite, entre eles, depósitos e locais de fabricação de armas e dos lugares de lançamento de morteiros em resposta aos recentes acontecimentos.

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Segundo o exército, foram disparados a partir de Gaza pelo menos 60 morteiros em solo israelense, entre eles 25 na última madrugada, que deixaram quatro feridos na cidade de Sderot, próximo da fronteira.

O exército confirmou que quatro soldados ficaram feridos no ataque, que foi reivindicado pela Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP). Fontes militares indicaram que dois dos soldados estão em estado grave. Em resposta, Israel disparou tiros de artilharia, matando quatro pessoas e ferindo 32 segundo Ashraf al Qudra, porta-voz do Ministério da Saúde. Segundo fontes médicas, dez feridos estão em estado muito grave.

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ONU – O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abas, reiterou que a resolução para elevar o estatuto da Palestina ao posto de estado não-membro será apresentado ainda em novembro deste ano. “Vamos às Nações Unidas em novembro de 2012, não em 2013 nem em 2014. Não renunciaremos”, declarou em um discurso em Ramala por ocasião do oitavo aniversário da morte de Yaser Arafat, cortando assim especulações sobre um possível adiamento da apresentação por pressão dos Estados Unidos.

Abas oficializou no dia 27 de setembro na tribuna das Nações Unidas seu pedido de que a Palestina obtenha um estatuto de estado não-membro na ONU até o final do ano na Assembleia Geral, onde a maioria necessária lhe parece garantida.

(com Agence France-Presse)

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