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Sarkozy e Hollande fazem comício a uma semana das eleições presidenciais

Candidatos organizaram eventos ao ar livre praticamente ao mesmo tempo

Por María Carmona 15 abr 2012, 14h49

A batalha pela eleição presidencial francesa foi travada neste domingo nas ruas de Paris, onde os principais candidatos, o atual presidente de direita Nicolas Sarkozy e o socialista François Hollande, organizaram comícios e atraíram multidões.

A uma semana do primeiro turno das eleições, os dois candidatos organizaram comícios ao ar livre a poucos quilômetros de distância e praticamente ao mesmo tempo. Sarkozy na Praça da Concórdia, local simbólico, já que foi ali que comemorou sua vitória em 2007, e Hollande, favorito, segundo as pesquisas, na esplanada do castelo de Vincennes, situado na periferia da capital.

Junto com as duas manifestações prosseguiu a guerra de números. Cada um deles reivindicou mais de 100.000 participantes, número impossível de verificar.

Nicolas Sarkozy, que as pesquisas apontam como derrotado no segundo turno, voltou a apelar para a “maioria silenciosa”, após se inscrever na continuidade dos grandes personagens da história da França. Convocou o país a tomar a palavra. “Não tenham medo, eles não vencerão se vocês decidirem que querem ganhar”, disse, antes de pedir: “Ajudem-me, ajudem a França!”.

Em seu discurso, Nicolas Sarkozy prometeu que, se for eleito, a França abrirá um debate sobre o papel que o Banco Central Europeu (BCE) pode desempenhar para apoiar o crescimento dos países da Eurozona.

“Quero levantar não apenas o problema das fronteiras, mas também o do papel do Banco Central no apoio ao crescimento. É uma questão que não podemos evitar, porque a Europa não quer perder o chão na economia mundial e deve absolutamente retomar o crescimento”, disse.

“Se o BCE não apoia o crescimento, não teremos crescimento suficiente”, insistiu, ressaltando “os limites das regras fixadas no tratado de Maastricht”.

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Este tratado estipula que o BCE tem por principal função ser o guardião da ortodoxia monetária e orçamentária dos países da Eurozona e vigiar a inflação.

François Hollande já anunciou sua intenção de renegociar, se for eleito, o tratado europeu de disciplina orçamentária (assinado no início de março por 25 países europeus) para agregar ao mesmo um capítulo sobre o crescimento, um projeto denunciado por Sarkozy.

A alguns quilômetros de distância do comício de Sarkozy, o candidato socialista começou seu discurso na esplanada do castelo de Vincennes referindo-se ao tempo, num momento em que uma pequena clareira se abria em um dia cinza e com vento. “O sol brilha, ainda não esquenta, mas está chegando”, disse.

François Hollande denunciou a atitude da direita “que agita o medo”, e afirmou que nada irá deter os socialistas. “Nós vamos conjurar os medos. A direita agita o medo, na falta de suscitar a adesão”. “O candidato em fim de mandato conhece a dificuldade de sua situação, não é cuidadoso sobre os argumentos suscetíveis de aterrorizar os franceses”, disse.

No entanto, não basta recusar o adversário. É preciso “fixar uma nova fronteira para uma nova França”, disse.

“O chamado que lanço não é apenas a rejeição do candidato atual. Minha responsabilidade é mais alta e devo abrir um novo tempo”, disse Hollande.

As últimas pesquisas de intenções de voto situam Nicolas Sarkozy e François Hollande lado a lado no primeiro turno de 22 de abril, mas preveem uma ampla vantagem para Hollande no segundo turno, previsto para 6 de maio.

(Com agência France-Presse)

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