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Rússia prepara expulsão de 35 diplomatas dos EUA

A medida é uma resposta direta a expulsão do mesmo número de diplomatas russos em instalações nos Estados Unidos

Por Da redação - 30 dez 2016, 09h29

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, anunciou nesta sexta-feira planos para expulsar 35 diplomatas americanos do país, em resposta à medida adotada por Washington pela suposta interferência de Moscou nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Na quinta-feira, o mesmo número de diplomatas russos foi expulso de instalações em território americano.

“A reciprocidade é lei diplomática nas relações internacionais. Por isso, propomos ao presidente da Rússia que declare ‘persona non grata’ 31 funcionários da embaixada dos EUA em Moscou e outros quatro do consulado americano em São Petersburgo”, informou Lavrov. O ministro disse ter sugerido a expulsão ao presidente Vladimir Putin, porém, ainda não se sabe se a proposta será aceita.

Durante a madrugada, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, afirmou através de redes sociais oficiais que “não há dúvida que que a resposta adequada da Rússia deixará oficiais de Washington igualmente desconfortáveis”. É comum que expulsões de diplomatas sejam respondidas na mesma moeda. Em 2001, o presidente americano George W. Bush expulsou cinquenta diplomatas russos do país por acreditar que se tratavam de espiões. Como resposta, 50 oficiais americanos precisaram deixar a Rússia.

O jornal americano The Washington Post informou que a Casa Branca estuda retaliações à interferência dos russos nas eleições. Entre as medidas que podem ser confirmadas até o fim da semana estão sanções econômicas e censura diplomática. Além disso, o país estaria planejando operações “secretas” cibernéticas contra os russos.

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(Com EFE e ANSA)

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