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Erdogan aparece na frente após apuração de primeiras urnas na Turquia

Eleições não decidirão apenas o mapa político para os próximos cinco anos, mas uma mudança substancial na forma de governo

Por Da Redação Atualizado em 24 jun 2018, 14h24 - Publicado em 24 jun 2018, 14h16

O atual presidente da TurquiaRecep Tayyip Erdogan, pode se reeleger no país, segundo resultados preliminares divulgados neste domingo (24) pela agência de notícias oficial local, Anadolu.

Com quase 60% das urnas apuradas, Erdogan aparece com 55,93% dos votos. Em segundo lugar está o social-democrata Muharrem Ince, candidato do Partido Republicano do Povo (CHP), com 28,93%. Em seguida aparece Meral Aksener, ex-ministra do Interior e dirigente do Partido IYI.

Pelo Twitter, Ince criticou os resultados divulgados pela Anadolu, afirmando que a agência está manipulando a população, informando apenas os resultados das urnas onde Erdogan está à frente.

De fato, há acusações que em eleições anteriores a Anadolu tenha manipulado os resultados preliminares. Segundo o jornal britânico The Guardian, o objetivo é desencorajar os ativistas da oposição, de modo que eles abandonem seus postos de observação nas seções eleitorais.

A plataforma de notícias Adil Seçim Platformu, representante da imprensa alternativa no país, divulgou um resultado preliminar um pouco diferente: 43.51% para Erdogan e 33.92% para Ince. Se esse cenário se concretizar, os dois candidatos se enfrentariam em um segundo turno, marcado para 8 de julho. 

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As eleições presidenciais e legislativas na Turquia neste domingo (24) serão, provavelmente, as mais importantes para o país neste século. Não decidirão apenas o mapa político para os próximos cinco anos, como também podem vir a definir uma mudança substancial na forma de governo.

Como espera o atual presidente, Recep Tayyip Erdogan, com grandes chances de reeleição, o país eliminará a figura do primeiro ministro, e o poder será concentrado no Complexo Presidencial.

O partido de Erdogan, Justiça e Desenvolvimento (AKP), governa o país desde 2002 e promete, se vitorioso neste domingo, remodelar profundamente o sistema de governo para criar uma “nova Turquia” e trazer de volta a grande otomana do passado. Esse novo sistema foi esboçado em reforma constitucional do ano passado, mas ainda não está plenamente em vigor.

A oposição, por sua vez, promete desfazer as mudanças constitucionais e recuperar o papel do Parlamento, como centro do Poder Legislativo determinante para formação do Poder Executivo. Hoje, serão eleitos os 600 deputados do Parlamento turco e, em uma cédula separada, o presidente do país.

As eleições estavam previstas para novembro de 2019, mas foram antecipadas por uma decisão surpreendente de Erdogan, em abril passado.

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