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Reino Unido e Canadá aderem ao boicote diplomático à Olimpíada de Pequim

'Estamos extremamente preocupados com as violações dos direitos humanos', disse o premiê canadense, Justin Trudeau

Por Ernesto Neves Atualizado em 8 dez 2021, 16h25 - Publicado em 8 dez 2021, 16h05

O Canadá e o Reino Unido anunciaram nesta quarta-feira (8) que vão aderir ao boicote diplomático aos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, na China, em fevereiro de 2022.

Os dois países se juntam, então, aos Estados Unidos e à Austrália na decisão.

Dessa forma, funcionários e representantes dos governos não vão comparecer ao evento, mas atletas poderão competir.

O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau fez o anúncio numa entrevista ao lado da ministra das Relações Exteriores, Melanie Joly, e do ministro do Esporte, Pascale St-Onge.

“Estamos extremamente preocupados com as repetidas violações dos direitos humanos por parte do governo chinês. É por isso que anunciamos hoje que não enviaremos nenhuma representação diplomática aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Pequim neste inverno ”, disse Trudeau.

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“Nossos atletas treinam há anos e estão ansiosos para competir com esportistas de todo o mundo. Eles vão ter todo o nosso apoio ”, completou o premiê.

Na última terça-feira (7), a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, confirmou que os Estados Unidos não enviarão qualquer representação diplomática ao evento.

Segundo ela, o país tem “compromisso fundamental com a promoção dos direitos humanos”. A razão principal para a decisão, segundo Psaki, é a repressão chinesa contra a minoria uigur da província de Xinjiang.

A China nega as acusações e diz que o boicote viola o princípio de neutralidade dos esportes estabelecido pela Carta Olímpica. “Isso vai contra o lema olímpico mais unidos”,  disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian.

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