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Quem são os deputados republicanos que apoiam o impeachment de Trump

Alguns deputados do partido do presidente se dizem a favor do impeachment que será votado nesta quarta-feira

Por Da Redação Atualizado em 13 jan 2021, 16h09 - Publicado em 13 jan 2021, 16h04

Enquanto a Câmara se preparava para avançar nesta quarta-feira, 13, com uma votação para acusar formalmente o presidente Donald Trump de incitar à violência contra o governo dos Estados Unidos, um pequeno mas crescente número de republicanos se posicionou a favor do esforço. Deputados da legenda já indicaram que não farão lobby contra a votação do impeachment na Câmara nesta quarta-feira, 13. Assessores próximos ao líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, inclusive confirmam que ele apoia a iniciativa.

A votação está marcada para acontecer exatamente uma semana depois que o Capitólio dos Estados Unidos foi violado por uma multidão furiosa de leais a Trump.

Em 2019, nem um único republicano votou a favor do impeachment, mas líderes republicanos da Câmara disseram que, desta vez, não vão pressionar ou orientar correligionários formalmente contra o voto pelo afastamento.

O deputado John Katko, de Nova York, foi o primeiro republicano a anunciar publicamente que apoiaria os procedimentos de impeachment.

“Não se pode ignorar que o presidente Trump encorajou essa insurreição tanto nas redes sociais antes de 6 de janeiro quanto em seu discurso naquele dia”, disse o ex-promotor público federal em um comunicado.

  • A deputada Liz Cheney de Wyoming, a terceira republicana da Câmara, disse na noite de terça-feira que votaria pelo impeachment, citando o papel do presidente em uma insurreição que causou “morte e destruição no espaço mais sagrado de nossa República”. Filha do ex-vice-presidente e também republicano Dick Cheney, ela é uma estrela em ascensão dentro do partido.

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    Fred Upton, de Michigan, divulgou uma declaração dizendo que votaria pela destituição depois que o presidente Trump “não expressou arrependimento” pelo que aconteceu no Capitólio.

    Já Adam Kinzinger, de Illinois, um crítico frequente a Trump, juntou-se a seus colegas republicanos na noite de terça-feira, dizendo que o país estava em águas desconhecidas. Ele reiterou a afirmação de que Trump “encorajou uma multidão enfurecida a invadir o Capitólio dos Estados Unidos para interromper a contagem dos votos eleitorais”.

    A moderada Herrera Beutler, do estado de Washington, disse em comunicado que “as ofensas do presidente, em minha leitura da Constituição, foram impugnáveis ​​com base nas evidências indiscutíveis que já temos. ”

    Ela considera que o presidente violou seu juramento de posse com seus atos. “O presidente divulgou uma denúncia patética da violência que também serviu de piscadela e aceno de cabeça para aqueles que a perpetuaram: ’Eu amo vocês’, ele disse aos manifestantes, ‘vocês são especiais ’”.

    Assessores próximos ao líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, confirmam que ele também apoia a iniciativa de impeachment. McConnell concluiu que o presidente cometeu crimes passíveis de afastamento e acredita que o processo facilitará sua expulsão do partido, reporta o jornal americano The New York Times.

    Segundo a emissora Fox News, o mais poderoso republicano do Congresso disse que está “farto” e “furioso” com Trump. McConnell também indica que este segundo processo não é marcado pelo partidarismo, como ele acredita que o primeiro foi, e que pode ajudar os republicanos a livrarem-se do trumpismo.

    Contudo, ainda não está claro se, caso o inquérito seja aprovado na Câmara (como é esperado), ele votará a favor da condenação no Senado.

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