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Rachado, Partido Republicano não deve fazer lobby contra impeachment

Ao contrário do primeiro inquérito contra o presidente dos EUA, líderes republicanos no legislativo não pressionarão seus colegas para apoiar Trump

Por Da Redação Atualizado em 12 jan 2021, 18h06 - Publicado em 12 jan 2021, 18h01

O Partido Republicano decidiu, nesta terça-feira 12, não fazer lobby formal para votar contra o impeachment do presidente Donald Trump na Câmara.

O posicionamento representa uma ruptura implícita com o mandatário, acusado de incitar seus apoiadores a invadir o Capitólio na semana passada.

Segundo o jornal The New York Times, o líder republicano na Câmara, Kevin McCarthy, disse que se oporia “pessoalmente” ao impeachment.

Ao contrário do primeiro inquérito contra Trump, porém, ele não vai pressionar seus colegas a fazer o mesmo. Enquanto isso, o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, recusou-se a defender Trump ou a criticar a tentativa de impeachment.

Ambos apresentam uma mudança sutil do grau de lealdade ao presidente – que costumava ser absoluta, como exige o presidente.

Se o processo for aprovado na Câmara, como é provável devido à maioria democrata, 17 senadores republicanos teriam que juntar-se à oposição para atingir os dois terços necessários para completar o impeachment.

O Times reporta que, de acordo com informações de assessores, cerca de 12 republicanos pretendem votar a favor da condenação.

O primeiro inquérito contra Trump, em que foi acusado de abuso de poder e obstrução ao legislativo, foi aprovado na Câmara, mas morreu no Senado.

Caso o atual – que o acusa de crimes graves e contravenções, relacionados a incitar uma “insurreição” – seja aprovado pelos senadores, o presidente pode ser impedido de ocupar cargos públicos novamente.

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Falando nesta terça-feira sobre a invasão ao Congresso, o presidente recusou-se a assumir qualquer responsabilidade pelo incidente.

Em um comício antes da sessão para oficializar o resultado das eleições presidenciais de novembro passado, Trump encorajou explicitamente seus apoiadores a marcharem até o Capitólio, dizendo frases como: “Se vocês não lutarem como o diabo, não terão mais um país”.

Contudo, Trump alegou que seu discurso foi “totalmente apropriado”, recusando-se a assumir qualquer responsabilidade por seu papel na ocupação do Congresso na quarta-feira passada. Além disso, ele afirmou que a abertura do processo de impeachment será prejudicial à nação e que a tentativa é “absolutamente ridícula”.

Trump ofereceu aos republicanos alguns motivos para se unirem a ele. Falando sobre o ataque pela primeira vez em dias, ele não expressou remorso pelo incidente, que resultou na morte de cinco pessoas.  Seu discurso, afirmou, foi “totalmente apropriado”.

A deputada Liz Cheney, descendente de uma família republicana histórica, disse que a escolha seria um “voto de consciência”, com poder de moldar as carreiras de membros do partido.

Para aqueles que se incomodaram com as atitudes do presidente, mas não desejam uma ruptura completa, o deputado Kevin McCarthy listou alternativas, como sugestões de mudanças legislativas para o processo eleitoral.

O impeachment deve ser votado na Câmara nesta quarta-feira, 13. Contudo, ainda não está claro como o processo deve se desenrolar depois que chegar à mais alta casa legislativa.

Os democratas pretendem dar continuidade ao processo atual mesmo após Trump deixar o cargo em oito dias, no dia 20 de janeiro, com objetivo de impedi-lo de concorrer em eleições novamente.

Mas uma grande investigação como essa pode obstruir o início do mandato de Joe Biden e atrapalhar a resposta do país à pandemia de coronavírus, assim como a campanha de vacinação contra a Covid-19.

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