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Putin nomeia novo governo após anúncio de mudanças constitucionais

Presidente da Rússia mantém seus aliados nos ministérios das Relações Exteriores e Defesa; emendas à Constituição serão examinadas na quinta-feira, 23

Por Da Redação - 21 jan 2020, 17h57

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, nomeou nesta terça-feira, 21, o novo governo russo, no qual os ministros Serguei Lavrov e Serguei Shoigu mantém seus cargos nas Relações Exteriores e Defesa.

Os ministros do Interior, Vladimir Kolokoltsev, e da Energia, Alexandre Novak, também permanecem à frente de suas pastas.

“Desejo sinceramente sucesso, todo o país tem interesse”, declarou Putin em uma reunião com os membros de gabinete, ao lado do ex-chefe do Tesouro e novo primeiro-ministro, Mikhail Mishustin.

Quando Putin anunciou uma série de revisões constitucionais durante seu discurso anual perante o Parlamento, no dia 15 de janeiro, o ex-primeiro-ministro Dmitri Medvedev renunciou ao cargo e dissolveu seu gabinete.

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Após Mishustin ser nomeado novo chefe do governo, foram apresentados todos detalhes das emendas constitucionais, que serão examinadas na próxima quinta-feira, 23, na Duma (câmara baixa russa).

Segundo a oposição, essas propostas visam garantir a permanência de Putin no poder depois de 2024, quando termina seu mandato atual. De acordo com a lei atual, ele não pode se candidatar à reeleição.

Enquanto isso, a principal tarefa do governo do tecnocrata Mishustin será colocar em prática os principais projetos definidos em 2018 por Putin, que representam investimentos de cerca de 375 bilhões de euros para modernizar a Rússia.

As emendas à Lei Fundamental preveem, entre outros aspectos, um peso maior do Parlamento na nomeação do primeiro-ministro, e reforçam o papel do Conselho de Estado, que atualmente é um organismo consultivo. Analistas dizem que Putin procura deixar o maior número possível de portas abertas para manter sua influência no país que ele dirige há 20 anos.

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Diante desse cenário de incerteza sobre o futuro político do presidente, foi convocada uma manifestação contra o governo para o dia 29 de fevereiro.

(Com AFP)

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