Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Putin está avaliando proposta de Lula para paz na Ucrânia, diz Rússia

Em entrevista à agência de notícias estatal russa Tass, o vice-ministro das Relações Exteriores, Mikhail Galuzin, citou a 'política equilibrada' do Brasil

Por Da Redação
Atualizado em 23 fev 2023, 17h45 - Publicado em 23 fev 2023, 14h27

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, disse nesta quinta-feira, 23, que o governo do presidente Vladimir Putin recebeu a proposta de paz na Ucrânia enviada pelo líder brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista à agência de notícias estatal russa Tass, Galuzin enfatizou a importância da visão do Brasil, que é parceiro estratégico de Moscou, tanto bilateral quanto globalmente.

+ A guerra de Putin: Agora, Lula acha que pode salvar o mundo

“Tomamos nota das declarações do presidente do Brasil sobre o tema de uma possível mediação, a fim de encontrar caminhos políticos para evitar a escalada [do conflito] na Ucrânia, corrigindo erros de cálculo no campo da segurança internacional com base no multilateralismo e considerando os interesses de todos os envolvidos”, afirmou o diplomata.

“Estamos examinando as iniciativas, principalmente do ponto de vista da política equilibrada do Brasil e, claro, levando em consideração a situação in loco”, acrescentou.

Continua após a publicidade

+ Rússia terá boas relações com Lula ou Bolsonaro, diz Putin

Galuzin destacou que a Rússia valoriza o fato de o Brasil não fornecer armas a Kiev, “apesar da pressão dos Estados Unidos”. No final de janeiro, durante uma visita do chanceler alemão, Olaf Scholz, Lula se recusou a fornecer munições para tanques de guerra, que a Alemanha ia enviar para o campo de batalha na Ucrânia, para evitar “se meter na briga e se queimar”.

“Gostaria de enfatizar que a Rússia valoriza a posição de equilíbrio do Brasil na atual situação internacional, sua rejeição a medidas coercitivas unilaterais tomadas pelos Estados Unidos e seus satélites contra nosso país e a recusa de nossos parceiros brasileiros em fornecer armas, equipamentos militares e munição para o regime de Kiev”, disse ele.

+ ‘Quando um não quer, dois não brigam’, diz Lula sobre guerra na Ucrânia

Continua após a publicidade

“Ao mesmo tempo, podemos ver como Washington está pressionando o Brasil. Essa postura soberana merece respeito”, acrescentou Galuzin.

Durante a mesma visita do chanceler Scholz, Lula propôs criar um fórum internacional para negociar um caminho para a paz na Ucrânia, que contaria não só com o Brasil, mas com China, Estados Unidos e países europeus. No entanto, durante uma visita a Washington no dia 10 de fevereiro, a ideia do grupo de trabalho entrou por um ouvido do presidente americano, Joe Biden, e saiu pelo outro.

+ Entre dois mundos: o que está em jogo nas visitas de Lula aos EUA e China

Biden deixou claro que, para ter voz ativa na negociação do fim do conflito, o brasileiro teria, primeiro de tudo, de reconhecer que a Rússia é o agressor que viola continuamente o direito internacional e que a Ucrânia é sua vítima — deixando de lado declarações dúbias, como “quando um não quer, dois não brigam”. Lula balançou, mas cedeu: no fim, em uma declaração conjunta, os dois presidentes condenaram sem meias-palavras Moscou pela invasão do território ucraniano, pelo desrespeito ao direito internacional, pelas mortes e pelos ataques a alvos civis.

Continua após a publicidade

Em entrevista às Páginas Amarelas da VEJA, o ministro das Relações Exterioras de Lula, Mauro Vieira, disse que o governo não apoia enviar munições a Kiev porque está buscando a paz, não a guerra, mas afirmou que o Brasil saiu de cima do muro e condena a Rússia pela agressão.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.