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Protestos contra polícia nos EUA têm confrontos e prisões

Manifestantes foram às ruas contra a morte de dois negros em uma das semanas mais violentas da história recente dos Estados Unidos

No terceiro dia consecutivo de protestos contra a ação violenta da polícia em relação aos negros, milhares de manifestantes fizeram passeatas ontem, dia 9, pelas ruas de Nova York, Washington e dezenas de outras cidades dos Estados Unidos. Em algumas localidades, houve prisões, tumultos e pessoas feridas em consequência do conflito entre manifestantes e policiais. Os líderes dos movimentos pretendem continuar protestando hoje e nos próximos dias.

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Os manifestantes protestam contra a morte de dois negros, por policiais brancos, em uma das semanas mais violentas – envolvendo questões raciais – da história recente dos Estados Unidos. Centenas de manifestantes marcharam da Prefeitura de Nova York, até a Union Square, uma área histórica importante da cidade. A multidão, que passou pela 5ª Avenida, ecoava as palavras de ordem: “Não à polícia racista” e “Sem justiça, não há paz”.

Em Washington, a capital dos Estados Unidos, dezenas de pessoas protestaram pacificamente do lado de fora do prédio do Departamento de Justiça norte-americano. Os manifestantes seguravam velas e cantavam “Não nos moverão”. As polícias local e federal monitoraram o protesto.

Nas ruas de São Francisco, no estado da Califórnia, centenas de manifestantes bloquearam ruas da cidade. Eles impediram a entrada e a saída de veículos da Ponte Bay, que liga São Francisco à cidade de Oakland. A polícia da Califórnia interveio em pelo menos duas ocasiões para liberar o tráfego pela ponte.

Na cidade de Nova York, aproximadamente 1 000 pessoas caminharam por Manhattan com faixas com os dizeres “Vidas negras importam” e “Sem justiça, sem paz”. A polícia caminhou junto com os manifestantes e ao menos 20 pessoas foram presas.

Contexto – Os protestos estão ocorrendo em razão da morte de negros durante esta semana, em situações e locais distintos. As ações policiais foram filmadas em aparelhos celulares e divulgadas pelas redes sociais. A ampla exibição dos vídeos contribuiu para aumentar o sentimento de indignação em comunidades que lutam pelos direitos humanos nos Estados Unidos.

No primeiro incidente, que aconteceu no dia 5 deste mês, Alton Sterling, 37 anos, estava vendendo CDs em uma loja de conveniência em Baton Rouge, capital do estado de Louisiana, quando policiais que o abordaram, ordenaram que ele se deitasse ao chão e o mataram a tiros. A ação dos policiais foi filmada por uma testemunha.

No segundo caso, Philando Castile, 32 anos, foi morto a tiros na quarta-feira, dia 6, por um policial em uma blitz de rotina próxima à cidade de Saint Paul, no estado de Minnesota. A morte de Philando foi filmada pela sua namorada, Diamond “Lavish” Reynolds, que estava no carro. A filha de Diamond, de quatro anos, encontrava-se igualmente no veículo.

(com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)