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Protesto em porto de Buenos Aires contra freio às importações é suspenso

Por alejandro pagni 21 abr 2012, 12h58

Os trabalhadores que bloqueavam desde quinta-feira o acesso ao porto de Buenos Aires em defesa dos empregos ameaçados pelo freio nas importações imposto pelo governo nacional resolveram por fim neste sábado ao protesto, informou um porta-voz das manifestações.

“Fazemos um quarto intervalo”, disse Raúl Vázquez à rádio Diez, porta-voz do grupo que inclui caminhoneiros, despachantes aduaneiros e funcionários do porto, todos eles empregados não-sindicalizados afetados pela política de restrição de importações do governo nacional.

Durante o protesto, a atividade portuária no interior do terminal se desenvolveu de forma normal, informaram à AFP fontes dos Sindicatos e oficiais.

O porto de Buenos Aires concentra quase 70% do movimento de contêineres do país e é o quinto no ranking regional por volumes de carga, segundo a Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL).

O protesto esteve limitado ao porto da capital argentina, sem afetar outros terminais, como os de Rosario e arredores (300 km ao norte) no maior polo agroindustrial e exportador de cereais.

As barreiras às importações foram impostas pelo governo de Cristina Kirchner depois que a balança comercial fechou em 2011 com um superávit de 10,347 bilhões de dólares, uma queda de 11% em relação a 2010.

Esta política motivou queixas dos Estados Unidos contra a Argentina na Organização Mundial do Comércio (OMC) com o apoio de União Europeia, Austrália, Israel, Japão, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Noruega, Panamá, Suíça, Taiwan, Tailândia e Turquia, entre outros.

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