Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Promotoria do Egito pede a pena de morte para Mubarak

Ex-presidente é acusado de ordenar a morte de manifestantes em protestos

Por Da Redação 5 jan 2012, 10h38

A promotoria egípcia pediu nesta quinta-feira a pena de morte na forca para o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, por seu envolvimento na morte de manifestantes nos protestos que culminaram em sua renúncia. O pedido da pena de morte formulada pelo Ministério Público inclui também o ex-ministro do Interior Habib al Adli e seis de seus ajudantes.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, egípcios iniciaram, em janeiro, sua série de protestos exigindo a saída do então presidente Hosni Mubarak.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em choques com as forças de segurança de Mubarak que, junto a seus filhos, é acusado de abuso de poder e de premeditar essas mortes.
  3. • Após 18 dias de levante popular, em 11 de fevereiro, o ditador cede à pressão e renuncia ao cargo, deixando Cairo.
  4. • No lugar dele, assumiu a Junta Militar que segue governando o Egito até o fim do processo eleitoral.

Leia mais no Tema ‘Revolta no Egito’

“A promotoria exige a pena máxima contra Mubarak resto dos acusados ​​que é a morte por enforcamento,” disse Mustafa Khater, um membro da equipe de acusação durante uma sessão de tribunal. Mubarak é acusado de ordenar a morte de manifestantes durante os protestos que o tiraram do poder em fevereiro passado.

Durante a sessão desta quinta-feira do julgamento, a promotoria confirmou a responsabilidade direta de Mubarak e Adli na morte dos manifestantes durante os incidentes ocorridos durante a Revolução de 25 de Janeiro. O Ministério Público disse que Mubarak, como presidente durante os protestos, é responsável segundo a Constituição e a lei, já que tinha os maiores poderes e recebia relatórios, por isso que é impossível que não conhecesse os ataques e assassinatos de manifestantes.

O procurador-geral, Mustafa Suleiman, denunciou que Mubarak não fez uso de suas prerrogativas e não forçou a demissão de Adli porque tinha interesse em reprimir as manifestações. Durante a audiência, Suleiman também disse que os agentes que cometeram crimes contra manifestantes em 12 províncias tinham instruções dos chefes da polícia, e não podiam tomar decisões individuais sem comunicar a seus superiores.

Mubarak, de 83 anos, é julgado também por um suposto delito de corrupção, compartilhado com seus filhos, Gamal e Alaa. Há dois dias, a corte decidiu concluir a fase probatória do processo e começar a escutar as alegações da acusação e da defesa como último passo antes de ditar sentença. A sessão desta quinta-feira era a última que a promotoria teria para apresentar suas acusações e a próxima audiência será realizada em 9 e 10 de janeiro.

(Com agência EFE)

Continua após a publicidade
Publicidade