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Primeiro-ministro de Israel fecha acordo de coalizão

O governo será composto pelos partidos de direita, o centrista e o de extrema-direita. O acordo ainda deve ser assinado e aprovado pelo Parlamento, antes da primeira visita de Barack Obama ao país

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, do partido de direita Likud, fechou, nesta quinta-feira, um acordo de formação de uma coalizão. Depois de seis semanas de negociações, o novo governo será composto também pelo partido centrista Yesh Atid (Partido Futuro) e pelo de extrema-direita, Bait Yehudi (Lar Judaico). A decisão exclui os partidos ultra-ortodoxos, que pretendem fazer oposição. O acordo ainda precisa ser assinado pelas partes e aprovado pelo parlamento israelense. A posse do novo governo deve acontecer na próxima segunda-feira, dias antes da primeira visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao país, desde sua eleição em 2008.

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Na visita, espera-se que o premiê israelense e o líder americano melhorem suas relações. Netanyahu deverá voltar sua atenção para a questão palestina, o programa nuclear no Irã e a guerra civil na Síria. A Palestina também está em expectativa para que os diálogos com Israel sejam retomados. “Esperamos que este governo israelense escolha a paz e as negociações, e não assentamentos e ditados”, afirmou o principal negociador palestino, Saeb Erekat.

A nova coalizão nasceu após as eleições parlamentares de 22 de janeiro, na qual o partido Yeash Atid, liderado por Yair Lapid, ex-apresentador de telejornal e novato político, obteve bom desempenho. O apoio dos israelenses ao centrista forçou Netanyahu a forjar uma nova aliança para continuar com a maioria das cadeiras no Parlamento – agora, ele conta com 68 das 120. No entanto, de acordo com o jornal americano The New York Times, especialistas dizem que as partes que compõem a coalizão têm muito pouco em comum para permanecerem firmes quando foram colocadas sob pressão em alguma questão.

O governo será composto por 21 ministros, além do primeiro-ministro. O likud cuidará do ministério Interior. Lapid deverá se responsabilizar pela educação e pelas finanças, enfrentando o currículo religioso nas escolas e um déficit de 10 bilhões no orçamento. O magnata da alta tecnologia e dirigente do Bait Yehudi deve assumir o ministério da Economia e do Comércio. A ex-ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, será ministra da Justiça e negociadora chefe com a Palestina.

(Com Agência Reuters)