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Presos na Espanha assassinos do primeiro-ministro sérvio Zoran Djindjic

(Corrige nota anterior e atualiza com novos dados)

Madri, 10 fev (EFE).- A Polícia espanhola prendeu em Valência Vladimir Milisavljevic, executor do assassinato em 2003 do primeiro-ministro sérvio Zoran Djindjic e braço direito do também detido Luka Bojovic, autor intelectual do atentado e um dos fugitivos mais procurados pela Interpol.

Segundo informou nesta sexta-feira a Direção Geral da Polícia Nacional, Bojovic e Milisavljevic foram detidos na tarde de ontem em um restaurante da cidade espanhola, junto com Sinisa Petric, conhecido como Baku, outro dos matadores de aluguel do grupo criminoso.

Com suas detenções, informou a Polícia, termina uma operação desenvolvida durante mais de um ano e meio em colaboração com as autoridades sérvias e holandesas.

Sobre Bojovic constam diversas penas em seu país por delitos de assassinato, tráfico de seres humanos, drogas e armas, e delitos de prostituição.

Além disso, era um dos fugitivos mais procurados por diferentes países e pela Interpol e suspeito de mais de 20 assassinatos cometidos na Sérvia, Holanda e Espanha.

Tinha uma ordem de busca e detenção para sua extradição ditada pela Holanda por delitos de assassinato e lavagem de capitais, e outra ordem internacional de detenção emitida pela Sérvia pelo assassinato de seu primeiro-ministro em 2003.

Bojovic foi investigado também por diversos assaltos e tráfico de drogas na Suíça, Romênia, Holanda, Estados Unidos e Espanha.

O fugitivo era membro do grupo paramilitar ‘Tigres de Arkan’, – conhecidos por sua crueldade durante as guerras dos Bálcãs -, que originou posteriormente o grupo de máfia sérvia ‘Clã Zemun’, do qual é um de seus principais líderes.

As investigações começaram há mais de 20 meses no entorno mais próximo de Bojovic – sua mulher, filhos, irmãos, mãe e inclusive Milisavljevic – que estavam em distintas localidades da Espanha.

Ontem, Milisavljevic viajou de Las Palmas para Madri e, finalmente para Valência para se reunir em um restaurante desta cidade com Bojovic e Petric, onde foram detidos.

Djindjic era considerado o principal artífice das mudanças democráticas, assim como o motor da modernização e das reformas na Sérvia.

Sua morte foi considerada um assassinato político que teve como objetivo desestabilizar o país, segundo consta da sentença ditada em 2007 contra outros envolvidos no atentado. EFE