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Presidente mexicano entregará carta sobre imigração para Biden

Região vive onda imigratória como não era registrada há muitos anos; Apenas em julho, EUA detiveram 212.672 pessoas, número mais alto em 20 anos

Por Da Redação Atualizado em 6 set 2021, 17h11 - Publicado em 6 set 2021, 17h09

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, afirmou nesta segunda-feira, 6, que irá entregar ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, uma carta sobre a situação da imigração entre os dois países. De acordo com o mandatário mexicano, o documento será apresentado na próxima quinta-feira em Washington, durante reunião do Diálogo Econômico de Alto Nível (Dean). 

Também participarão do encontro o secretário de Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, a secretária de Economia, Tatiana Clouthier, além do subsecretário de Fazenda e Crédito Público, Gabriel Yorio.

Segundo a Casa Branca, esta será a primeira vez desde 2016 que é realizada reunião da Dean, criado em 2013 durante os mandatos dos ex-presidentes Barack Obama e Enrique Peña Nieto. De acordo com Washington, esse diálogo serve para promover prioridades econômicas e comerciais comuns, como fomentar o crescimento e o desenvolvimento econômico, a criação de empregos, a competitividade global e a redução da pobreza e da desigualdade.

Na semana passada, López Obrador já havia garantido que enviaria uma carta ao chefe de Estado americano, na qual insistiria para que ele trabalhe para solucionar as causas da migração forçada e para que ofereça vistos temporários de trabalho para cidadãos oriundos da América Central.

“Não podemos só estar detendo, retendo, é preciso solucionar as causas”, disse López Obrador, na ocasião.

Atualmente, a região vive uma onda imigratória como não era registrada há muitos anos. Os Estados Unidos, apenas em julho, detiveram 212.672 pessoas em situação ilegal, o número mais alto em 20 anos.

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Os imigrantes são de sua maioria da América Central e chegam ao país pelo Vale do Rio Grande, na fronteira sul do Texas com o México.

Quando Biden assumiu o cargo, ele prometeu acabar com a postura linha-dura de seu antecessor, Donald Trump, em relação à imigração. Ele criticou a política de tolerância zero do ex-presidente, que separava famílias de migrantes, e criticou  procedimentos que incluíam manter crianças em “gaiolas”. Agora, no entanto, o democrata enfrenta críticas duras sobre o modo como está lidando com uma onda de migrantes com destino aos Estados Unidos, sobretudo após o deputado democrata Henry Cuellar divulgar uma série de fotos de um centro de detenção lotado que abrigava crianças migrantes.

Em 24 de agosto, a Suprema Corte dos Estados Unidos negou o apelo do presidente para suspender uma política imigratória implementada por seu antecessor que obriga imigrantes ilegais que tentam entrar nos EUA pela fronteira sul do país a aguardar a tramitação de seus pedidos de asilo no México.

Oo governo dos EUA continua a remoção rápida de migrantes sob uma autoridade relacionada à pandemia invocada pelo governo Trump. Até agora neste ano, o governo americano já expulsou 674 mil pessoas do país.

Os Estados Unidos também estão transportando milhares de migrantes de outros países para o sul do México, onde as autoridades mexicanas os deixam em locais remotos na fronteira com a Guatemala.

A ideia é reduzir os retornos, tornando mais difícil para os migrantes chegarem aos EUA novamente. O México também está transferindo migrantes detidos no norte para sua fronteira sul.

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