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Presidente do Zimbábue vence eleição conturbada por acusação de fraude

Mnangagwa assumiu a Presidência após a destituição de Mugabe; eleições foram marcadas pelas mortes de 6 manifestantes da oposição

Por Da Redação
2 ago 2018, 21h01

O presidente do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa, venceu nesta quinta-feira (2) uma eleição marcada por muita violência nas ruas, com opositores denunciando fraudes. Ex-chefe da espionagem, ele assumira o cargo de presidente após a destituição de Robert Mugabe, em novembro do ano passado e, aos 75 anos, decidiu disputar um novo mandato.

Seu partido é o mesmo de Mugabe, União Nacional Africana do Zimbábue – Frente Patriótica (ZANU-PF). Mnangagwa foi reeleito após bater seu principal adversário, Nelson Chamisa, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), em seis das dez províncias do país.

O presidente recebeu 50.8% dos votos, contra 44,3% de Chamisa, segundo a Comissão Eleitoral.

Contudo, o porta-voz do MDC, Morgan Komichi, classificou o resultado como “falso” por não ter sido verificado por representantes do partido. Horas antes da divulgação dos resultados oficiais, Chamisa afirmou que era o vencedor do pleito.

“Mnangagwa sabe que perdeu as eleições. Se tivesse vencido, os resultados teriam sido anunciados há muito tempo. Estão tentando manipular a votação. Estou na frente dele no voto popular”, afirmou Chamisa, denunciando uma fraude na apuração dos votos.

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Após o anúncio, a polícia teve que remover manifestantes da sede da Comissão Eleitoral, que protestavam contra a vitória de Mnangagwa. Durante a semana, ao menos 6 pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas nos confrontos entre manifestantes e as forças de segurança.

Protestos

Esta eleição, a primeira desde a queda de Mugabe, revela as profundas divisões na sociedade zimbabuana e a instintiva mão pesada das forças da segurança. Na quinta-feira, tropas do governo foram acusadas de agir com violência ao desobstruir as ruas da capital, Harare, lotadas de manifestantes.

As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo, canhões de jatos d’água e munição real para dispersar os protestos, realizados na frente do centro onde a Comissão fazia a contagem dos votos e na sede do opositor MDC.

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Aproximadamente 4.000 militantes participaram da manifestação, alguns armados com barras de ferro e pedras, de acordo com a Polícia. Ao todo, 26 pessoas foram detidas, 18 delas na sede do MDC. Os manifestantes criticaram o atraso no anúncio dos resultados do pleito e denunciaram uma fraude para beneficiar o atual presidente.

Desde sua independência, em 1980, o Zimbábue teve apenas dois chefes de Estado, ambos do Zanu-PF: Mugabe e Mnangagwa.

(Com Reuters)

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