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Presidente da Gâmbia aceita derrota após 22 anos no poder

Jammeh chegou ao poder por um golpe de Estado e foi eleito para quatro mandatos na pequena nação africana

O presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh, no poder há 22 anos, admitiu a derrota na eleição presidencial para o candidato de uma coalizão de oposição, Adama Barrow, nesta sexta-feira. Jammeh tentava ser reeleito para o quinto mandato no país africano, depois de chegar ao cargo com um golpe de Estado, em 1994, e ser eleito em votação dois anos depois.

“É verdadeiramente excepcional que alguém que dirigiu o país por tanto tempo tenha aceitado a derrota”, afirmou o presidente da Comissão Eleitoral, Alieu Momar Njie. Barrow, um empresário do ramo dos imóveis, ficou em primeiro lugar com 45,5% dos votos, enquanto o atual presidente ficou em segundo, com 36,6%.

“Declaro Adama Barrow legalmente eleito para servir como presidente da República da Gâmbia”, proclamou Nije em um anúncio retransmitido pela televisão pública. “Pedimos que todos respeitem a paz, a tolerância e a tranquilidade já que, como podem ver na ocasião destes resultados, teremos uma mudança de governo”, acrescentou.

Jammeh chegou a declarar que governaria o país “durante milhões de anos se Deus permitisse” e chocou a nação e seu adversário ao admitir que deixaria o posto. As ruas de Banjul, capital da pequena nação africana, foram cenário de manifestações de alegria. Quase 890.000 gambianos, de dois milhões de habitantes, estavam registrados para escolher o novo líder.

No dia da votação, na quinta-feira, as autoridades cortaram a internet e todas as comunicações telefônicas no país, ato condenado pela imprensa internacional. Jammeh é conhecido por coordenar com punho de ferro a Gâmbia, ex-colônia britânica, que faz fronteira com Senegal e Guiné-Bissau.

(Com AFP)

Comentários

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  1. Eduardo Ribeiro

    Atenção estagiário de jornalismo de VEJA. Antes de escrever olhe para um Atlas. Gâmbia faz fronteira apenas com o Senegal. Corrija o texto. Revisor, estavas aonde?

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