Premiê britânico diz estar ‘preocupado’ com variante brasileira da Covid | VEJA
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Premiê britânico diz estar ‘preocupado’ com variante brasileira da Covid

Reino Unido ainda não considera suspender voos com Brasil por nova cepa, encontrada por pesquisadores japoneses

Por Da Redação Atualizado em 13 jan 2021, 16h17 - Publicado em 13 jan 2021, 16h14

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou nesta quarta-feira, 13, que está “preocupado” com uma variante do coronavírus descoberta no Brasil. No entanto, o Reino Unido ainda não considera banir as viagens entre os dois países.

“Estamos preocupados com a variante brasileira do coronavírus. Nós já providenciamos duras ações para proteger nosso país de infecções vindas do exterior, e vamos refazer os mesmos passos com a variante brasileira”, afirmou Johnson a parlamentares.

No domingo 10, pesquisadores japoneses anunciaram que identificaram uma nova variante do SARs-Cov-2 em brasileiros que chegaram ao Japão no dia 2 de janeiro. Essa variante foi detectada em dois adultos e duas crianças.  A mulher e uma das crianças, um menino, tiveram sintomas moderados. Uma menina estava assintomática. Mas o quarto contagiado, um homem na faixa dos 40 anos, foi hospitalizado com dificuldade para respirar.

A variante brasileira, segundo as autoridades japonesas, possui semelhanças com as cepas descobertas no Reino Unido e na África do Sul.

O Reino Unido é um dos países mais afetados pela pandemia de Covid-19. Ao mesmo tempo, o país foi um dos primeiros a iniciar uma campanha de vacinação de sua população em dezembro.

Apesar do rápido movimento para vacinação, a doença se fortalece em solo britânico. Além de a variante do vírus ter infectado principalmente a capital, Londres, o número de mortos no país em um ano é o maior do último século.

O número de mortos em 2020 supera até mesmo os registrados durante a pandemia da gripe espanhola, em 1918, segundo o governo.

Segundo um comunicado dos médicos do sistema público de saúde em Londres, há 35.000 pacientes em hospitais, quase o dobro dos em relação aos primeiros meses da pandemia no país. Os médicos ainda alertam que até 19 de janeiro poderá faltar mais de 2.000 leitos hospitalares somente na capital.

Até esta quarta, são mais de 3,2 milhões de casos confirmados no Reino Unido, incluindo 84.909 mortes. 

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