Política externa tem Brasil em 1º lugar, diz Bolsonaro em cúpula dos Brics

Apesar do discurso em favor dos interesses nacionais, presidente fez defesa da relevância do grupo formado também por Rússia, Índia, China e África do Sul

Por Da Redação - Atualizado em 14 nov 2019, 13h38 - Publicado em 14 nov 2019, 13h21

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 14, durante sessão plenária da reunião de cúpula dos Brics, que a política externa de seu governo tem olhos postos no mundo, mas sempre com o Brasil em primeiro lugar.

“A política externa de meu governo tem os olhos postos no mundo, mas em primeiro lugar no Brasil, para estar em sintonia com as necessidades da nossa sociedade”, disse Bolsonaro em discurso no encontro realizado em Brasília.

Apesar do discurso que prioriza o Brasil, Bolsonaro fez uma defesa enfática da relevância dos Brics –grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Segundo o líder brasileiro, o bloco tornou “evidente a importância das economias emergentes para a vitalidade da economia mundial”.

“Hoje a relevância econômica dos Brics é ainda mais inquestionável e seguirá crescendo nas próximas décadas”, disse.

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O presidente afirmou também que, no comércio internacional, os Brics estão adotando uma postura realista e pragmática. Ele destacou que está avançando no acordo aduaneiro mútuo.

Bolsonaro disse ainda que não poderia deixar de registrar os ganhos na geração de emprego e renda decorrentes da atuação do banco de desenvolvimento dos Brics. Ele afirmou que o Brasil espera que a abertura da sede regional do grupo no país ajude a incrementar a carteira de projetos na nação.

A 11ª reunião de cúpula do Brics começou na tarde de quarta-feira 13 com o encerramento do Fórum Empresarial. Antes, Bolsonaro também se encontrou, no Palácio do Planalto, com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e com o presidente chinês, Xi Jinping.

Para a tarde de hoje, o brasileiro tem reuniões bilaterais marcadas com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e da Rússia, Vladimir Putin.

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(Com Reuters)

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