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Polícia encontra bitucas em andaimes onde começou fogo em Notre-Dame

Apesar disso, os investigadores trabalham mais com a hipótese de que o incêndio começou devido a um curto-circuito

Por EFE - 25 Apr 2019, 02h07

A polícia francesa encontrou sete bitucas de cigarro nos andaimes de restauração onde começou o incêndio que devastou parte da Catedral de Notre-Dame, em Paris, no último dia 15, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira 24 pelo jornal Le Canard Enchaîné.

Alguns operários que trabalhavam na restauração da agulha da catedral admitiram aos investigadores que, descumprindo as ordens de segurança, fumavam nos andaimes, acrescentou a publicação.

Apesar disso, os investigadores trabalham mais com a hipótese de que o incêndio começou devido a um curto-circuito, segundo o jornal.

Nesse sentido, foram reveladas diversas irregularidades nas instalações elétricas, especificamente no cabo para alimentar um jogo de sinos que estava na agulha e outro sob a mesma, e que percorria a viga de madeira da catedral.

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Esse dispositivo foi autorizado, de forma provisória, em 2012, a pedido dos clérigos de Notre-Dame durante as obras de restauração dos campanários principais, com o objetivo de eletrificar esses sinos para que os originais pudessem ser substituídos.

No entanto, segundo o Le Canard, este nunca foi substituído, continuava sendo utilizado e sobre ele foi instalado o andaime para a restauração da agulha.

Os investigadores determinaram que os sinos da agulha soaram no dia do incêndio às 18h04 local (13h04, em Brasília) para a convocação à missa prevista para essa hora.

Doze minutos mais tarde, houve o primeiro alerta de detecção de fumaça no posto de segurança da catedral e cinco minutos depois soou o primeiro alarme de incêndio.

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Nesse momento, foi iniciada a evacuação dos fiéis, mas como os dois oficiais de segurança enviados a verificar as chamas não as encontraram, pensaram que era um falso alerta e pediram que os fiéis ficassem.

Segundo o jornal, os oficiais foram ao local errado para procurar o possível incêndio, uma informação negada pela empresa de segurança privada que administra o monumento.

Por volta das 18h30 (13h30, em Brasília) voltaram a soar os alarmes e, nesse momento, os fiéis foram evacuados e, entre dez e vinte minutos mais tarde, os agentes localizaram o incêndio na base da agulha.

Às 18h51 (13h51, em Brasília) os dois oficiais de segurança alertaram os bombeiros, que chegaram em aproximadamente dez minutos, mas quando o incêndio já tinha tomado grandes proporções.

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A instalação anti-incêndios, afirmou o jornal, estava projetada para apagar um incêndio no início, mas com os atrasos registrados na localização do mesmo, se tornou grande demais.

Apenas com a chegada de reforços, equipados com mangueiras mais potentes, foi possível começar a lutar contra as chamas, embora tenha sido tarde para salvar a cobertura de Notre Dame.

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