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Pobre ‘Bond Girl’

Anna Chapman tenta vender os direitos de sua história como espiã

Por La Vanguardia - 21 jul 2010, 21h19

Anna Chapman recebeu ofertas da Playboy e também de produtoras de cinema para se converter em estrela pornô

Anna Chapman, que se converteu no rosto mais midiático do recente escândalo de espionagem entre Rússia e Estados Unidos graças a sua juventude e beleza, poderia ganhar um bom dinheiro se conseguisse vender sua história para um livro ou um filme. Mas isso contraria o acordo alcançado num tribunal de Nova York que a expulsou do país e traria problemas com as autoridades americanas e russas.

Depois de aparecer durante vários dias no noticiário de TV e nas primeiras páginas dos jornais, agora todo mundo se pergunta onde está a atraente loira. A espionagem é o segredo mais bem guardado, e assim, tão logo chegaram à Rússia, os espiões presos nos Estados Unidos desapareceram. Por enquanto, são outros que falam por eles.

Seu advogado, Robert Baum, disse que Anna Chapman esteve pensando em vender sua história ou inclusive tornar público tudo o que sabe graças a seu trabalho como espiã nos Estados Unidos, segundo a revista Newsweek. Baum assegura que sua cliente tem problemas financeiros depois que seu negócio como empresária imobiliária foi interrompido com sua prisão.

Anna, de 28 anos, é um dos dez espiões russos que os Estados Unidos trocaram por quatro agentes ocidentais que a Rússia liberou no aeroporto de Viena, em uma história que nos devolve aos tempos da Guerra Fria. Os espiões russos foram expulsos dos Estados Unidos depois de reconhecerem num tribunal de Nova York que trabalhavam para um país estrangeiro e não haviam comunicado isso às autoridades americanas. Não foram condenados por espionagem. Mas o acordo a que chegaram especifica que “os agentes deportados devem ceder todos os direitos da venda de suas biografias às autoridades dos Estados Unidos”.

Longe dos holofotes, Anna – e possivelmente também algum outro espião – busca alternativas. “Nada impede que possam contar sua história e que outra pessoa escreva um livro. Mas não podem receber dinheiro por isso”, disse Baum. O advogado britânico Mark Stevens crê que o acordo não impede a publicação no Reino Unido.

O jornal New York Post revelou dias atrás que a “espiã russa” quer vender a história de sua vida por 250 mil dólares e receber o dinheiro na conta bancária de um amigo na Suíça. Segundo algumas publicações, ela recebeu ofertas da Playboy e também de produtoras de cinema para se converter em estrela pornô. A empresa Vivid Entertainment, de Los Angeles, que produz filmes para adultos com celebridades, disse reconhecer em Anna Chapman “a espiã mais quente dos últimos anos”. O presidente da Vivid, Steven Hirsch, enviou uma carta ao advogado Baum com uma oferta. “Ainda que ela não tenha muito sucesso como espiã, cremos que pode ser uma atriz extraordinária em um de nossos próximos filmes”, disse Hirsch.

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