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Para Patriota, pleito na Venezuela foi democrático

Apesar de o país não permitir a presença de observadores internacionais formais, ministro brasileiro elogiou transparência e liberdade do processo

Por Da Redação - 8 out 2012, 13h20

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, voltou a se referir à Venezuela como uma democracia ao comentar as eleições deste domingo, das quais o caudilho Hugo Chávez saiu vencedor. Na disputa mais acirrada de seus 14 anos no poder, Chávez venceu o opositor Henrique Capriles com 54% dos votos.

“Tivemos representantes do conselho eleitoral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) em Caracas, outros representantes estrangeiros que atestaram a transparência, a liberdade e tranquilidade, apesar de alguns episódios localizados de violência, que lamentamos”, disse o ministro, segundo a Agência Brasil. “Acho que, no conjunto, o pleito foi democrático.”

Ao participar de um evento no Rio de Janeiro, na última sexta-feira, Patriota teve de responder a uma pergunta incômoda: A Venezuela pode ser considerada uma democracia plena? “A resposta é que não existe um modelo único de democracia. Existem graus diferentes de amadurecimento democrático“, disse.

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Mas, apesar das declarações do ministro – que ressaltou o reconhecimento do resultado “sem questionamentos” – e do destaque dado à missão da Unasul durante as eleições, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela não permite observadores internacionais formais. Desta forma, os representantes da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) estiveram no país na condição de ‘acompanhantes’ do processo que permitirá a Chávez consolidar a segunda década sem alternância de poder no país.

EUA – Os Estados Unidos, por sua vez, pediram nesta segunda-feira que o governo venezuelano leve em conta os mais de seis milhões de eleitores que votaram na oposição. O país também elogiou a alta participação dos venezuelanos no processo que eleitoral.

“Acreditamos que as posições de mais de seis milhões de pessoas que votaram na oposição devem ser levadas em conta no futuro”, afirmou à agência France-Presse o porta-voz para a América Latina do Departamento de Estado americano, William Ostick.

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Chávez, que aparecia com ampla vantagem nas primeiras pesquisas de intenção de voto, viu Capriles se aproximar na reta final para a eleição – alguns levantamentos chegaram a mostrar o opositor à frente do coronel. Com 94% das urnas apuradas, Chávez conseguiu se reeleger com 54% dos votos, o que representa cerca de 7,7 milhões de eleitores, contra 44% de Capriles (6,3 milhões). A diferença, contudo, foi bem inferior à verificada em 2006, quando conseguiu uma vantagem de 25 pontos percentuais.

A participação dos eleitores foi a marca da disputa presidencial. Em um país onde o voto não é obrigatório, a participação ficou acima dos 80% das quase 19 milhões de pessoas registradas. Em todo o país, os eleitores acordaram cedo e enfrentaram atrasos e longas filas para registrar seu voto.

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A participação dos eleitores foi a marca da disputa presidencial. Em um país onde o voto não é obrigatório, a participação ficou acima dos 80% das quase 19 milhões de pessoas registradas. Em todo o país, os eleitores acordaram cedo e enfrentaram atrasos e longas filas para registrar seu voto.

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Oposição – Ao aceitar a derrota eleitoral, Capriles deu uma declaração aos seus eleitores. “As pessoas não devem se sentir derrotadas. O momento de Deus é perfeito, o país não vai acabar hoje”.

Nesta segunda-feira, o opositor voltou a se manifestar, desta vez pelo Twitter, prometendo continuar trabalhando pelo país. “Sintam-se orgulhosos por terem assinalado um caminho. Somos milhões. Eu estarei aqui ao seu lado, trabalhando”, disse. “Lamento muito não ter conseguido. Não ganhei a presidência, mas ganhei milhões de irmãos que são todos vocês, que levo em minha alma”, acrescentou.

(Com agência Reuters e jornal El Nacional)

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