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Para conter protestos, Cazaquistão pede intervenção militar a Putin

Revolta popular foi provocada pelo aumento do preço do combustível. Manifestantes chegaram a invadir prédios do governo e aeroporto

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 jan 2022, 17h23 | Atualizado em 5 jun 2026, 22h57
Para conter protestos, Cazaquistão pede intervenção militar a Putin Priorizar nos meus resultados Google

Em meio piores protestos em décadas, o presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, apelou para intervenção militar da Rússia. O pedido foi feito ao presidente russo, Vladimir Putin, nesta quarta-feira (5).

Em um discurso televisionado, Tokayev disse que recorreu à Organização do Tratado de Segurança Coletiva – uma aliança militar liderada pela Rússia e que conta com nações da antiga União Soviética, incluindo Belarus Quirguistão e Tajiquistão.

Os protestos foram desencadeados pelo aumento do preço do combustível e tomaram uma grande proporção depois que os manifestantes invadiram prédios do governo e o aeroporto de Almati, a maior cidade do país.

Até o momento, foram registrados pelo menos 200 presos e 190 feridos só na cidade.

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“Almaty foi atacada, destruída, vandalizada, os residentes de Almati foram vítimas de ataques de terroristas, bandidos, portanto é nosso dever […] tomar todas as ações possíveis para proteger nosso estado”, disse o presidente.

Ele também falou que os ataques foram feitos por terroristas treinados por estrangeiros.

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No início do dia, ocorreram confrontos violentos entre policiais e manifestantes em Almati, e o gabinete do prefeito foi incendiado. Muitos voos foram cancelados devido a confusão.

Às vésperas da negociação envolvendo a crise da Ucrânia, Putin agora poderá buscar mais controle nas antigas periferias soviéticas.

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Para isso, é necessário que solucione o problema do Cazaquistão de forma rápida e eficiente.

Os atos começaram no domingo (2), na região de Mangistau, depois que os preços do GLP (gás liquefeito de petróleo) aumentaram na virada do ano.

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