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Para China, nomeação do sucessor do Dalai Lama é ilegal

Não depende dele indicar seu próprio sucessor, afirma o porta-voz do governo

A futura designação de um sucessor pelo líder espiritual dos tibetanos é “ilegal”, advertiu o governo da China nesta segunda-feira. “O título de Dalai Lama é atribuído pelo governo central chinês e é ilegal em qualquer outro caso”, declarou Hong Lei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores. “A reencarnação do Dalai Lama inclui um conjunto de rituais e convenções religiosas. O Dalai Lama nunca teve o costume de identificar o próprio sucessor”, enfatizou Hong.

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Segundo a tradição tibetana, cabe aos monges identificar um jovem que apresente sinais que indiquem que se trata da reencarnação do último líder espiritual. O Dalai Lama já indicou que pode romper com a tradição. Assim, não descartou a possibilidade de escolher ele mesmo o sucessor ou de organizar uma eleição para a nomeação do próximo Dalai Lama.

“Quando tiver 90 anos, consultarei os grandes lamas das tradições budísticas tibetanas, os tibetanos e outros adeptos do budismo tibetano, e farei uma reavaliação da instituição do Dalai Lama para saber se é necessário perpetuá-la ou não. Com base nisso, decidirei”, disse o líder espiritual dos tibetanos, de 76 anos, vive no exílio desde 1959.

(Com agência France-Presse)