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Pai de atirador de Orlando aponta motivo homofóbico

Por Da Redação 12 jun 2016, 13h00

Mir Seddique, pai de Omar Mateen, suspeito de ser o autor do ataque à boate gay em Orlando que deixou pelo menos 50 mortos, descartou neste domingo os motivos religiosos para o fato e apontou para a homofobia. “Isto não tem nada a ver com a religião”, disse o pai em declarações à NBC News, nas quais indicou que seu filho ficou transtornado, há mais ou menos dois meses, durante uma viagem a Miami, quando viu dois homens se beijando.

Seddique indicou que acredita que esse incidente em Miami pode estar por trás deste ataque ao Clube Pulse, no qual morreram pelo menos 50 pessoas e outras 53 estão feridas, várias delas em estado crítico. “Peço desculpas pelo incidente. Não éramos conscientes de que estivesse premeditando algum tipo de ação. Estamos em estado de choque da mesma forma que todo o país”, disse.

O agente especial do FBI Ron Hopper afirmou em entrevista coletiva que não é possível classificar este fato ainda como um “crime de ódio ou terrorista”, pois as investigações seguem abertas. Mustafa Abasin, que atendeu o telefone no endereço na qual Mateen residia em Port Saint Lucie, situada a 200 quilômetros ao sul de Orlando, disse à NBC News que os familiares estavam “impactados” com o ocorrido e estão colaborando com as autoridades na investigação.

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Em uma entrevista ao jornal The Washington Post, a ex-esposa de Mateen, que preferiu não ser identificada, contou que o homem era violento e “instável”. “Ele me batia. Ele chegava em casa e começava a me agredir porque a roupa não estava lavada ou algo assim”, comentou. Os dois se conheceram pela internet e foram morar juntos na Flórida, em 2009. Segundo a ex-esposa, o casal se separou poucos meses depois, quando sua família descobriu as agressões por parte do marido. Apesar da personalidade violenta, a mulher afirmou que ele “parecia uma pessoa normal”, era bastante reservado e não muito religioso.

O congressista democrata pela Flórida Alan Grayson indicou na mesma entrevista coletiva que não há evidências de que haja outras pessoas ou grupos relacionados com este fato e explicou que agentes foram à casa do suspeito para obter informação de seus computadores e mensagens nas redes sociais.

A polícia não divulgou ainda informação sobre as vítimas do massacre, mas dá por certo que havia muitos hispânicos entre o público atraídos por uma “Latin Night. Reggaeton, Bachata, Merengue, Mojo”, segundo dizia o cartaz da boate.

(Da agência EFE)

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