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Opositor venezuelano Leopoldo López é condenado a 13 anos e 9 meses de prisão

Alvo de Nicolás Maduro, político de 44 anos pegou a pena máxima para incitação à violência, formação de quadrilha, danos à propriedade e incêndio

Leopoldo López, um dos líderes da oposição venezuelana perseguidos pelo chavismo, foi condenado nesta quinta-feira a treze anos e nove meses de prisão. O político de 44 anos pegou a pena máxima para os crimes de incitação à violência, formação de quadrilha, danos à propriedade e incêndio. Todas as acusações estão relacionadas aos conflitos ocorridos ao final de um protesto contra o governo de Nicolás Maduro convocado por López e outros opositores em 12 de fevereiro de 2014, quando manifestantes foram atacados por policiais e milícias ligadas ao partido governista, o PSUV, de que resultaram três mortes.

Líder do Vontade Popular (VP), López está confinado desde fevereiro de 2014 na prisão militar de Ramo Verde, e é lá que cumprirá sua sentença. Segundo sua família, ele passou a maior parte destes dezenove meses em cela solitária, em flagrante violação de direitos humanos, o que o levou a entrar em greve de fome. Além de López, os jovens Christian Holdack, Demian Martín e Ángel González, réus no mesmo processo, foram sentenciados a dez anos (Holdack) e quatro anos (Martín e González), que cumprirão em liberdade condicional. Há vários outros opositores presos na Venezuela, alguns dos quais em regime domiciliar.

“Justiça podre” – Vários líderes da oposição venezuelana reagiram à decisão da Justiça. Luis Florido, dirigente nacional do VP, pediu “muita força” para todos os seguidores de López diante desta “sentença injusta, ilegal e inconstitucional”. Henrique Capriles, candidato derrotado duas vezes nas eleições presidenciais e governador do estado de Miranda, escreveu no Twitter que “a Justiça venezuelana está podre”. “Hoje, entendemos que o caminho para a liberdade de Leopoldo, e de todos os outros, começa no dia 6 de dezembro”, disse, em alusão à data das eleições parlamentares. A ex-deputada María Corina Machado, líder do movimento Vente Venezuela, também não poupou críticas à decisão da Justiça ao assinalar na rede social que “esse regime criminoso condenou um homem inocente sem uma única prova”.

Enquanto o processo era apreciado pela juíza Susana Barreiros, do lado de fora do tribunal em Caracas partidários de López, incluindo amigos e a mulher, Lilian Tintori, pediam a libertação do político – até que uma patrulha de defensores de Maduro tumultuou a manifestação, mesmo com a presença da Guarda Nacional Bolivariana. Um dos apoiadores do Vontade Popular teria sofrido um ataque cardíaco.

(Com EFE)