Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Oposição acusa exército sírio de destruir o patrimônio de Alepo

Cidade é uma das mais antigas do mundo, e seu centro histórico tem um 'valor universal inestimável', segundo a Unesco

Por Da Redação 5 ago 2012, 09h54

A oposição síria acusou o exército neste domingo de bombardear o patrimônio cultural de Alepo, no norte do país, onde militares e rebeldes se enfrentam desde 20 de julho. A cidade é uma das mais antigas do mundo e o centro histórico tem um “valor universal inestimável”, segundo a Unesco.

“Depois de ter fracassado em derrotar os rebeldes em Aleppo, o regime sírio começou a atacar as instituições governamentais e os edifícios, alguns deles de valor histórico e arqueológico”, disse, em comunicado, o Conselho Nacional Sírio (CNS), a principal coalizão da oposição síria.

Segundo testemunhas, diversos redutos rebeldes foram alvo dos aviões militares sírios. Os projéteis atingiram principalmente os bairros de Salah ad Din, Al Sukari, Bab al Hadid, Shar, Nayrab e a parte antiga da cidade.

Meios de comunicação controlados pelo governo apontaram que um dos alvos da ofensiva aérea é a sede local da Corte Civil, que Damasco acusa de funcionar como base de um grupo vinculado à rede terrorista Al Qaeda.

Militares continuam chegando a Aleppo para recuperar o controle da área nos combates que há dias são travados na cidade e que os rebeldes batizaram como “A Mãe das Batalhas”.

Continua após a publicidade

Leia mais:

Kofi Annan renuncia a cargo de mediador da ONU na Síria

Síria: combate chega ao centro histórico de Damasco

Turquia e Curdistão denunciam ‘ameaça terrorista’ na Síria

Capital – Em Damasco, capital da Síria, os choques entre os opositores e os homens leais ao presidente sírio, Bashar Assad, continuaram hoje em diversos bairros. No de Tadamun, pelo menos 12 pessoas foram mortas. A televisão estatal síria acusou os grupos insurgentes de matar a uma pessoa e ferir dezenas com morteiros lançados contra um edifício residencial situado atrás do hospital de Al Abaseyin, na capital.

(Com agências EFE e France-Presse)

Continua após a publicidade

Publicidade