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ONU envia equipe ao Irã para fiscalizar acordo nuclear

Conquistado depois de anos de negociações infrutíferas, o acordo entra em vigor em 20 de janeiro e deve durar por seis meses

Por Da Redação 18 jan 2014, 10h30

Inspetores da agência de fiscalização nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) desembarcaram neste sábado em Teerã para supervisionar a implementação do histórico acordo que impõe restrições temporárias ao programa nuclear do Irã, de acordo com a agência de notícias estatal IRNA.

A equipe, que é liderada pelo diretor da força-tarefa da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês) para o Irã, Massimo Aparo, se reunirá com autoridades iranianas, informou a IRNA. Os inspetores foram encarregados de reportar à agência os passos a serem tomados por Teerã no pacto firmado entre o Irã e as grandes potências em novembro de 2013 e concluído na semana passada.

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Acordo nuclear com Irã entrará em vigor em 20 de janeiro

Conquistado depois de anos de negociações infrutíferas, o acordo entra em vigor em 20 de janeiro e deve durar por seis meses, período durante o qual o Irã, entre outras obrigações, deve restringir as operações de enriquecimento de urânio a 5%. O país também deve começar a neutralizar seu estoque de urânio purificado a 20%. Ambas as medidas serão monitoradas pelos inspetores da agência da ONU.

O chefe de energia atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, disse que os supervisores visitarão as duas instalações de enriquecimento de urânio, em Natanz e Fordo, na região central do país, segundo o IRIBNews.ir. “Uma das responsabilidades deles é inspecionar as máquinas centrífugas para garantir a suspensão do enriquecimento de 20% ocorra”, disse Salehi.

Em troca, as sanções impostas ao Irã serão aliviadas e o país terá acesso a quase 4,2 bilhões de dólares em ativos congelados, liberados em oito parcelas. Durante os seis meses do pacto, o Irã manterá intensas negociações com Grã-Bretanha, China, França, Rússia, Estados Unidos e Alemanha para chegar a um acordo mais abrangente que reduza as preocupações do Ocidente com os planos nucleares iranianos. Alguns governos suspeitam que o programa nuclear do Irã mascara uma manobra para produção de armas nucleares, algo que Teerã nega veementemente.

(Com Estadão Conteúdo)

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