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ONU cobra da França plano de emergência para imigrantes de Calais

Mais de 225 mil imigrantes e refugiados chegaram este ano à Europa pelo Mediterrâneo, informa a ONU. No porto de Calais, 3.000 pessoas vivem em condições precárias

Por Da Redação 7 ago 2015, 10h36

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) convocou nesta sexta-feira a França a apresentar um plano de emergência global para tratar a crise dos imigrantes em Calais usando os meios empregados em catástrofes naturais, como alojamentos provisórios, assistência alimentar básica e equipes médicas móveis. Pouco antes do apelo da ONU, um imigrante sudanês caminhou os 50 quilômetros do túnel do Canal da Mancha entre a França e a Grã-Bretanha, desviando de trens de alta velocidade e fugindo de guardas, até ser preso pouco antes da entrada britânica.

Milhares de imigrantes da África e do Oriente Médico têm tentado fugir de acampamentos no porto francês de Calais e entrar ilegalmente na Grã-Bretanha pulando em caminhões e se escondendo em trens, prejudicando o fluxo do túnel de passageiros e mercadoria. A polícia britânica informou que Abdul Rahman Haroun, de 40 anos, foi encontrado próximo à entrada britânica do túnel.

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O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse no mês passado que iria tomar ações para resolver a crise de imigração, incluindo aumentar a segurança no terminal em Calais, mas alertou que não havia solução rápida. Em seu comunicado, a Acnur cobrou da França uma “resposta urgente duradoura”, lembrando o país de suas obrigações em matéria de direitos humanos com os 3.000 imigrantes e refugiados que estão vivendo em condições precárias em uma área próxima do porto de Calais.

Novos dados – Também nesta sexta, a Acnur revelou os dados atualizados da crise imigratória que a Europa enfrenta. Mais de 225.000 imigrantes e refugiados chegaram este ano à Europa pelo mar Mediterrâneo, dos quais mais da metade, cerca de 124.000, desembarcaram na Grécia. Os desembarques na Grécia aumentaram 750% entre 1º de janeiro e o dia 31 de julho, com relação ao mesmo período do ano passado.

(Da redação)

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