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ONU alerta para ‘guerra em larga escala’ entre Israel e Hamas

Conflitos já deixaram 54 mortos - 48 palestinos e seis israelenses; Conselho de Segurança se reúne nesta quarta para debater o conflito

Por Julia Braun Atualizado em 12 Maio 2021, 09h30 - Publicado em 12 Maio 2021, 09h26

A troca de mísseis e foguetes entre Israel e a Faixa de Gaza continua pelo terceiro dia seguido nesta quarta-feira, 12, e cresce a preocupação internacional de que a situação saia de controle. O enviado especial da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland, alertou que as partes se dirigem a uma “guerra em larga escala” e pediu o fim imediato dos enfrentamentos.

Ao todo, os conflitos já deixaram 54 mortos – 48 palestinos e seis israelenses. Entre as vítimas da Faixa de Gaza há pelo menos 13 crianças, segundo as autoridades locais.

Israel realizou centenas de ataques aéreos contra Gaza desde segunda. Ao todo, de acordo com as autoridades locais, o Hamas disparou mais de 1.000 foguetes durante 38 horas, a grande maioria deles contra Tel Aviv.

“Detenham imediatamente os disparos. Essa escalada se dirige a uma guerra em larga escala. Os líderes de todos os lados devem se comprometer com uma desescalada. Uma guerra em Gaza seria devastadora e o povo pagaria o preço”, afirmou Wennesland em suas redes sociais na noite de terça-feira 11.

O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta quarta para debater o conflito, que já é o mais violento desde 2014 e aumentou a preocupação internacional de que a situação possa sair de controle.

A violência foi desencadeada por confrontos entre manifestantes palestinos e policiais israelenses na mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, no final de semana. Em retaliação, o grupo Hamas disparou ao menos sete mísseis contra áreas do território israelense de Jerusalém na tarde de segunda-feira, 10, ato que terminou sem nenhum ferido. Esta foi a primeira vez que o Hamas atacou a cidade desde 2014. Israel revidou com foguetes e as agressões não pararam desde então.

A população da Faixa de Gaza é a mais atingida em conflitos como esse, principalmente porque vive em situação de grande fragilidade. Apesar da região ser controlada pelo Hamas – considerado uma facção terrorista por Israel, EUA e União Europeia -, há muitas famílias e civis que vivem ali. A força militar de Israel também é muito superior a do grupo palestino.

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