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Obama: Rússia exibe ‘mentalidade da Guerra Fria’ no caso Snowden

Em entrevista, presidente comentou asilo temporário dado ao ex-técnico da CIA e voltou a garantir que espionagem atinge apenas suspeitos de terrorismo

Por Da Redação 7 ago 2013, 01h11

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou nesta terça-feira que a Rússia exibe uma “mentalidade da Guerra Fria” no caso de Edward Snowden, o delator dos programas de vigilância eletrônica americanos a quem Moscou concedeu asilo de um ano. “Há momentos nos quais eles (os russos) voltam a deslizar para o pensamento e a mentalidade da Guerra Fria. O que dizemos a eles e ao presidente (Vladimir) Putin é que isso faz parte do passado”, afirmou Obama em entrevista ao programa “The Tonight Show”, capitaneado pelo apresentador Jay Leno e exibido pela rede NBC.

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Obama também afirmou estar decepcionado – como já havia declarado a Casa Branca – com a decisão da Rússia de conceder asilo temporário a Snowden, acusado de espionagem pelo governo americano por ter divulgado os programas secretos de vigilância da Agência de Segurança Nacional (NSA). No entanto, o presidente indicou que os EUA seguem colaborando com os russos em diversos assuntos, como a guerra no Afeganistão e a investigação dos atentados do último dia 15 de abril em Boston, cujos acusados são o irmãos Tsarnaev, de origem chechena. Três pessoas morreram e mais de 280 ficaram feridas no ataque.

Questionado por Leno sobre como definiria Snowden, Obama mostrou cautela ao responder: “Não sabemos exatamente o que fez, exceto pelo que disse na internet. É importante não julgá-lo”, respondeu o presidente. Obama revelou que pediu a seu gabinete que pense em uma forma de reduzir o número de funcionários contratados que trabalham nos serviços de inteligência, como era o caso de Snowden.

Antiterrorismo – Durante a entrevista, Obama voltou a apresentar o discurso adotado por seu governo para defender os programas secretos divulgados pelo ex-técnico da CIA e assegurou que eles são um “componente crucial” da luta antiterrorista dos EUA. Além disso, ele negou que seu governo tenha “um programa de espionagem doméstica”, dando a entender que os alvos monitorados são restritos a ameaças detectadas no exterior. “Não temos um programa de espionagem doméstico. O que temos são alguns mecanismos para rastrear um número de telefone ou um endereço de e-mail que esteja conectado a um ataque terrorista. Essa informação é útil”, defendeu.

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O presidente ainda comentou a recente decisão de fechar representações diplomáticas americanas no Oriente Médio e Norte da África até sábado, como medida de precaução a uma ameaça de novos ataques da Al Qaeda. Ele garantiu que não é uma reação exagerada, mas não deu mais detalhes sobre como seu governo teria interceptado as mensagens da Al Qaeda que motivaram um alerta global de segurança.

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Cúpula – Durante a entrevista, Obama pôs fim à especulação de que poderia não comparecer à cúpula do G-20, que será realizada em setembro na Rússia. A ausência do líder americano seria, segundo analistas políticos internacionais, uma forma de retaliação encontrada pelos EUA para manifestarem seu desagrado com o governo Putin. O presidente democrata, porém, confirmou presença na reunião. O que a Casa Branca disse estar avaliando é a realização da cúpula bilateral que Obama e Putin têm agendado para antes do encontro do G-20.

(Com agência EFE)

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