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Obama desmente vazamentos de informações confidenciais

Jornal teve acesso a informações sobre Irã e operações contra terrorismo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negou veementemente nesta sexta-feira que a Casa Branca divulgue intencionalmente informações secretas à imprensa. “As informações são chocantes”, declarou.

Obama se defende da acusação dos principais encarregados de assuntos de inteligência dos dois partidos no Congresso, que garantem que o governo vaza dados confidenciais ao jornal The New York Times.

“Tolerância zero em relação a este tipo de vazamento e especulação”, advertiu o presidente.

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Caso – Entre as informações enviadas para o diário está o aumento dos ataques cibernéticos contra o programa nuclear do Irã, depois da descoberta em 2010 do potente vírus de computador Stuxnet, a autorização da Casa Branca para matar suspeitos de terrorismo durante operações clandestinas e revelações sobre os ataques de drones no Iêmen e no Chifre da África.

O adversário de Obama na eleição de presidencial de 2008, o republicano John McCain, chegou a acusar a presidência democrata de organizar esses vazamentos para obter dividendos políticos, a cinco meses da eleição presidencial. Ele chegou a declarar que “independentemente da utilidade política desses vazamentos para o presidente Obama, eles devem parar”.

Benefícios – Obama assegurou que tais revelações, das quais ele não confirma a autenticidade, não beneficiam ninguém. “Quando essas informações ou esses artigos, verdadeiros ou falsos, aparecem como notícias das primeiras páginas dos jornais, tornam mais difícil o trabalho das pessoas na linha da frente”, disse.

“E isso torna meu trabalho mais difícil. É por isso que, desde que assumi o cargo, exigi tolerância zero com esses tipos de vazamentos e especulações”, acrescentou.

“Existem mecanismos em ação, e se conseguirmos localizar as pessoas que cometeram vazamentos, elas vão sofrer as consequências. Em alguns casos, trata-se de atos criminosos”, observou.

(Com agência AFP)