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Obama confirma morte de líder talibã em ataque de drones americanos

Akhtar Mansour foi morto em ataque aéreo no Paquistão por equipamentos operados remotamente pelas Forças de Operações Especiais americanas

O presidente Barack Obama confirmou nesta segunda-feira a morte do líder da organização extremista Talibã, Akhtar Mansour, em um bombardeio de drones americanos. Em comunicado, Obama afirmou que o óbito foi um marco histórico e pode facilitar as negociações de paz no Afeganistão.

“Eliminamos o líder de uma organização que continua conspirando e atentando contra americanos e contra as forças da coalizão, fazendo a guerra contra o povo afegão e alinhada com grupos extremistas como Al-Qaeda”, declarou o presidente americano, em referência ao bombardeio realizado no sábado no território do Paquistão. Fontes talibãs confirmaram no domingo a morte do terrorista e indicaram que os insurgentes islamitas já haviam iniciado um conselho para escolher o seu sucessor.

Obama disse que Mansur era contrário a um “compromisso sério de negociações de paz” e a acabar com a violência que matou afegãos inocentes, homens, mulheres e crianças. O presidente, que iniciou uma visita de três dias ao Vietnã, pediu aos talibãs que “aproveitem a oportunidade para iniciar o processo de reconciliação com o governo afegão, como único caminho real para acabar com o conflito”.

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Ainda assim, não está claro se a morte do terrorista pode facilitar de alguma forma o governo do presidente Ashraf Ghani, do Afeganistão, que tem lutado por negociações com a organização extremista. Mesmo sem o sucessor de Mansour definido, a possibilidade de acordos de paz não é popular entre os membros da cúpula do Talibã.

De acordo com Obama, a morte Mansour serve como mensagem de que os Estados Unidos “protegerão seu povo”. “Ele é um indivíduo que, como chefe do Talibã, visava especificamente pessoal americano e tropas dentro do Afeganistão, que estão lá como parte da missão que eu organizei para manter uma plataforma antiterrorismo e providenciar assistência”, afirmou o presidente.

(Com AFP)