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Obama conclama união partidária para manter supremacia

Presidente prega inovação tecnológica para enfrentar competitividade global

Por Da Redação - 26 jan 2011, 02h01

“É o nosso momento Sputnik.” Em discurso sobre o Estado da União, Obama recorreu à corrida espacial para exemplificar o momento de acirrada competição com outras nações que os Estados Unidos vivenciam no século XXI.

O presidente americano Barack Obama fez na noite desta terça-feira o segundo pronunciamento de seu mandato sobre o Estado da União. No discurso, realizado anualmente no Congresso Americano, Obama pediu aos dois partidos que esqueçam as desavenças políticas e trabalhem juntos para criar empregos e gerar divisas para o país, sob pena de assistir à ruína da supremacia americana no mundo. “É o nosso momento Sputnik”, declarou, referindo-se à corrida espacial dos anos 50 para exemplificar o momento de acirramento da competitividade entre as nações.

Como já era esperado, Obama abordou com menos intensidade que nos anos anteriores as relações internacionais dos Estados Unidos. Citou apenas oito vezes o Afeganistão, por exemplo, em contrapartida às nove em que fez menção à palavra “inovação”, a chave para que os Estados Unidos sustentem sua posição de preponderância global nos próximos anos, de acordo com Obama. Tecnologia, ciência e a internet também dominaram a primeira parte do discurso de Obama – a última, por exemplo, foi citada seis vezes durante o discurso, ao contrário dos dois anos anteriores, quando nem sequer foi lembrada.

Obama State of The Union 1
Obama State of The Union 1 VEJA

Cortes – O presidente anunciou um plano de congelamento nos gastos públicos por cinco anos, com o objetivo de reduzir o défict em 400 milhões de dólares na próxima década. “Deverão ser cortes precisos – de bisturi ,- e não de machado. Reduzir o déficit com o achamento de nossos investimentos em inovação e educação é como deixar mais leve um avião superlotado removendo seus motores”, disse. Obama apresentou ainda uma meta de diminuir em 78 milhões de dólares nos gastos militares dos próximos anos. Sobre as Forças Armadas, o presidente comentou a revogação da lei que impedia gays de se alistarem no exército americano: “Nosso soldados vêm de todos os rincões do país. São negros, brancos, latinos, asiáticos. São cristãos, hindus, judeus e muçulmanos. E alguns deles são gays. Não se proibirá nenhum americano de servir ao país que ame por causa de sua sexualidade”.

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Bipartidarismo – A noite do discurso foi marcada pelo relaxamento, ao menos protocolar, nas tensões entre os partidos. Muitos congressistas, por exemplo, deixaram de lado a tradição de sentar-se em blocos partidários para assistir ao pronunciamento. Fitas brancas em memória às vítimas do atentado em Tucson adornavam o terno de quase todos os deputados.

Repercussão – Uma pesquisa da CNN mediu a reação do público americano ao discurso do presidente Obama. 84% dos entrevistados mostraram-se favoráveis à fala de Obama; 71% deles acreditam que o país está no caminho certo e 77% disseram-se mais confiantes e otimistas após escutarem o discurso do presidente.

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