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O amigo, o irmão e também o camarada

Frank Giustra, o homem que foi a mina de ouro do casal Clinton

Cobre, prata, ouro, petróleo e urânio. Uma boa parte das riquezas que existem debaixo da terra já esteve na pasta de investimentos do milionário canadense Frank Giustra. Mas preciosidade mesmo foi sua amizade extremamente próxima com Hilllary e Bill Clinton, o casal mais poderoso da história desde Júlio César e Cleópatra. Estes laços de amizade, entremeados de interesses, começam a ser examinados mais de perto desde que a associação entre doaçãoes à Fundação Clinton e negócios pouco claros começou a ganhar destaque com o início da campanha de Hillary Clinton como candidata a candidata a presidente.

Onde quer que se cave, jorram informações interessantes. Giustra queria fazer um tremendo negócio com o Casaquistão na área de exploração de urânio? Lá foi ele, em 2005, com seu amigo Bill Clinton, visitar o eterno presidente, Nursultan Nazarbaiev. Dois anos depois, saiu da jogada, mas já estava dado o chute inicial para um negócio em que a Rússia de Vladimir Putin acabaria dona de 20% das jazidas de urânio dos Estados Unidos. A natureza estratégica do minério, o absurdo político do negócio e a doação de 30 milhões de dólares que Giustra fez à Fundação Clinton podem ser radiativos para a campanha de Hillary. Diante deles, até empalidece outro negócio de Giustra envolvendo petróleo na Colômbia e a concessão do status de nação comercialmente favorecida ao pais pelo governo americano. Mas mentes curiosas talvez anotem que, além de Giustra e Bill Clinton, também participava de um projeto na Colômbia o bilionário mexicano Carlos Slim. Benemerente, é claro.

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Giustra nasceu no Canadá e morou, quando criança, na Itália e na Argentina. Fez uma carreira brilhante na área financeira, entrou para o ramo da mineração e também se saiu bem como produtor de filmes independentes. Um dos filmes mais conhecidos que produziu foi Fahrenheit 9/11, no qual o diretor Michael Moore desfia uma quantidade grandiosa de teorias conspiratórias, na maioria relacionadas a petróleo. Atividades filantrópicas o aproximaram de Bill Clinton. “Nada disso teria sido possível se Frank Giustra não tivesse uma notável combinação de solidariedade e modéstia, de visão, energia e vontade de ferro. Adoro esse cara”, louvou o ex-presidente no lançamento de um projeto filantrópico. Hillary não precisou ter ciúmes. Nesse campo, a filantrópica senhora Giustra original foi substituída por Meghan Flather, loiríssima modelo canadense. E atriz, claro. O risco, para Hillary, está no campo dos projetos pilantrópicos. No momento, ainda é alta a probabilidade de que ela e sua campanha escapem ilesas. Nessa hipótese, ficaria a ideia de um novo documentário para Michael Moore, desta vez sobre o urânio de Moscou.

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