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Novo rei da Arábia Saudita promete manter mesma linha de predecessores

Em um dos seus primeiros decretos, o rei Salman nomeou seu sobrinho Mohammed bin Nayef como o primeiro na linha sucessória ao trono saudita

Por Da Redação - 23 jan 2015, 07h09

O novo rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, prometeu nesta sexta-feira manter a mesma linha de seus predecessores, em seu primeiro discurso à nação após ter ascendido ao trono depois da morte do rei Abdullah. “Nós vamos continuar, com o apoio de Deus, a manter o caminho direto pelo qual este país tem avançado desde seu estabelecimento pelo falecido rei Abdulaziz”, disse o novo rei em discurso transmitido pela televisão estatal. O anúncio do novo rei foi feito rapidamente para evitar possíveis revoltas ou protestos reformistas contra a monarquia que comanda o país, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo.

Salman, que tem 79 anos, também fez um pedido por unidade e solidariedade entre os países muçulmanos e árabes, e prometeu servir ao país e protegê-lo de todo mal. Em um dos seus primeiros decretos, designou seu sobrinho Mohammed bin Nayef como o próximo herdeiro do trono na linha sucessória da monarquia. Bin Nayef ocupa atualmente o cargo de ministro do Interior saudita e é filho do falecido Naif bin Abdul Aziz, irmão do atual rei.

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Condolências – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou condolências ao povo da Arábia Saudita pela morte do rei Abdullah, um importante aliado norte-americano e uma das maiores forças do mundo muçulmano. Obama, que visitou o rei em março do ano passado, quando ele já estava doente, elogiou Abdullah por ele ter tomado “medidas ousadas” para o avanço da paz à frente da Liga Árabe. Em um comunicado, Obama enalteceu a dedicação do rei à educação da população da Arábia Saudita e à divulgação do país no cenário internacional.

“Como um líder, ele sempre foi sincero e corajoso com suas convicções”, escreveu Obama. “Uma de suas convicções era a inabalável e apaixonada crença na importância da relação entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita como uma força para a estabilidade e a segurança no Oriente Médio”.

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Embora aliados, Abdullah e o líder americano tiveram suas diferenças. O rei saudita pressionou a administração Obama para ser mais dura com o Irã e para demonstrar maior apoio para os rebeldes que lutam para derrubar o ditador da Síria, Bashar Assad. No comunicado, Obama disse que “valorizava a perspectiva do rei Abdullah e apreciava da nossa genuína e calorosa amizade”. A morte do Rei Abdullah foi anunciada pela TV estatal no início da madrugada de sexta-feira (hora local).

(Com agências Reuters e EFE)

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