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Novo lockdown na Inglaterra pode prosseguir até março, diz ministro

Regras mais rígidas foram anunciadas pelo premiê Boris Johnson na segunda-feira em meio a 'momento crítico' e rápido aumento de casos de Covid-19

Por Da Redação 5 jan 2021, 09h35

Anunciado na segunda-feira, o novo confinamento imposto na Inglaterra diante do aumento de contágios pela nova variante do coronavírus deve permanecer em vigor até março, quando começará uma flexibilização progressiva, advertiu nesta terça-feira, 5, o ministro responsável pela coordenação do governo, Michael Gove.

Legalmente, o confinamento deve entrar em vigor a partir de quarta-feira às 0H01 locais, mas, ao anunciar as novas regras, o primeiro-ministro Boris Johnson fez um apelo para que a população cumpra as medidas imediatamente.

Segundo Gove, a partir de março “devemos ser capazes de retirar algumas destas restrições, mas não necessariamente todas”.

“Faremos todo o possível para vacinar o máximo de pessoas e para que consigamos começar a retirar progressivamente as restrições”, disse à emissora Sky News, antes de anunciar que as próximas semanas serão “muito, muito difíceis”.

Diante da alarmante propagação da nova variante do vírus, entre 50% e 70% mais contagiosa de acordo com cientistas britânicos, e do risco de colapso do sistema de saúde, Johnson estabeleceu medidas mais estritas e ampliou para toda Inglaterra o confinamento que já estava em vigor para 75% da população. As escolas, que até agora estavam abertas, permanecerão fechadas.

Além disso, todas as lojas não essenciais e serviços de cuidados pessoais, como cabeleireiros, devem ficar fechados. Restaurantes, por sua vez, só podem operar com serviço de delivery, mas a venda de bebidas alcoólicas para a viagem está proibida para evitar que pessoas se reúnam ao redor dos estabelecimentos.

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A recomendação é que toda a população fique em casa, saindo apenas uma vez por dia para fazer exercícios. Ingleses também poderão sair de casa para trabalhar, caso seja impossível trabalhar remotamente, e para comprar alimentos e remédios essenciais.

No início de novembro, o país instaurou um lockdown “light”, com menos restrições que o do início da pandemia, como a manutenção de aulas presenciais em escolas e universidades. A esperança era de que, após 17 dias de confinamento parcial, ingleses pudessem desfrutar das festas de fim de ano com mais tranquilidade, mas a nova cepa do vírus, 70% mais infecciosa, frustrou esses planos.

Johnson disse que a Inglaterra está em “um momento crítico”, com casos aumentando rapidamente em todo o território. O país registrou o maior número de casos confirmados da Covid-19 desde o início da pandemia neste sábado 2, com 57.853 infecções, e acumula mais de 75.000 mortes – maior contagem da Europa.

Na segunda-feira, havia 26.626 pacientes internados com Covid-19 na Inglaterra, um aumento de mais de 30% em relação à semana anterior. Isso é 40% acima do nível mais alto atingido no início da pandemia.

O anúncio do novo lockdown foi feito no mesmo dia em que começou a vacinação com o imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. A aprovação emergencial do antígeno aconteceu no dia 30 de dezembro e o país foi o primeiro a conceder a autorização. Nesta primeira fase, serão vacinadas pessoas que fazem parte dos chamados grupos de risco. No total, há um acordo que prevê 100 milhões de doses ao Reino Unido.

Até meados de fevereiro, as autoridades esperam ter vacinado todas as pessoas com mais de 70 anos e os profissionais de saúde, totalizando 13 milhões de pessoas. 

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