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Mursi quer político independente como primeiro-ministro

Presidente deseja ampliar base política diante do poderoso exército do Egito

O presidente do Egito, Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, disse nesta terça-feira que busca uma personalidade “independente” para chefiar seu governo. Sua intenção é ampliar a base política para melhorar seu relacionamente com os militares.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, egípcios iniciaram, em janeiro, sua série de protestos exigindo a saída do então ditador Hosni Mubarak, que renunciou no dia 11 de fevereiro de 2011.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em choques com as forças de segurança de Mubarak, que foi condenado à prisão perpétua acusado de premeditar e ordenar esses assassinatos.
  3. • A Junta Militar assumiu o comando do país logo após a queda do ditador e prometeu entregar o poder ao novo presidente eleito, Mohamed Mursi, até o dia 30 de junho.

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“A maioria dos membros do governo terá um perfil técnico”, acrescentou uma fonte, que pediu para ter sua identidade preservada.

Nomes – O jornal Al-Ahram, ligado ao governo, citou como opção para assumir o posto o diplomata Mohamed ElBaradei, ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e prêmio Nobel da Paz em 2005, que é vinculado aos movimentos que lançaram a revolta contra o regime de Hosni Mubarak em 2011.

O periódico mencionou ainda o nome de Hazem el Beblaui, ministro das Finanças do um governo de transição formado depois da queda de Mubarak em fevereiro do ano passado.

O movimento em busca de políticos de fora do movimento islamita da Irmandade Muçulmana é visto como prova da vontade manifestada por Mursi de ser “o presidente de todos os egípcios”.

Militares – A estratégia yambém é indispensável para ampliar a base política do presidente perante o Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), que dirige o país desde a renúncia de Mubarak.

A partir de uma declaração da Corte Constitucional, o CSFA assumiu o poder legislativo, após a dissolução, neste mês, de um Parlamento dominado pela Irmandade Muçulmana.

Os militares também mantêm sua influência sobre a redação da futura Constituição, um dos grandes pontos da agenda política dos próximos meses, e mantêm o controle da segurança no país.

(Com agência France-Presse)