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Ministro da Economia da Rússia é preso acusado de corrupção

Alexey Ulyukaev é acusado de receber um suborno de 2 milhões de dólares

Por Da redação - 15 nov 2016, 07h48

O Serviço Federal de Segurança russo (FSB, antigo KGB) prendeu o ministro da Economia da Rússia, Alexey Ulyukayev, acusado de receber um suborno de 2 milhões de dólares (cerca de 7 milhões de reais), informaram nesta terça-feira as autoridades. “Ulyukaev foi preso quando aceitava um suborno. Ele é acusado de extorsão e ameaças aos representantes da [companhia petrolífera estatal] Rosneft”, explicou a porta-voz do governo, Svetlana Petrenko.

Durante a madrugada de hoje, segundo um comunicado divulgado pelas autoridades judiciais russas, foi aberto processo criminal contra o ministro da Economia após uma operação realizada pelo FSB. Aparentemente, Alexey Ulyukayev ontem, no momento em que recebia um suborno que tinha exigido da Rosneft para autorizar a aquisição pela companhia de outra empresa estatal de petróleo, Bashneft. “O dinheiro foi dado a Ulyukayev no transcurso de uma operação supervisada pelos agentes” do FSB, explicou à agência Interfax uma fonte ligada à investigação.

Segundo este interlocutor da agência russa, os serviços secretos trabalhavam no caso há alguns meses, quando descobriram que o ministro ameaçava Rosneft em proibir a operação de compra se não recebesse em troca alguma compensação. “Os serviços especiais gravaram as conversas telefônicas de Ulyukayev. Em suas conversas com representantes da Rosneft sobre a privatização da Bashneft foram ouvidos ameaças”, relatou a fonte.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reagiu à notícia, dizendo que “as acusações contra o ministro são muito graves e devem ser respaldadas por provas concretas”. Quando o governo russo propôs a privatização de 50% das ações da Bashneft, Ulyukayev afirmou, no início, que a compra da companhia por outra petrolífera estatal russa parecia ser incoerente pela titularidade pública de ambas. M

as em setembro, o ministro disse que a operação onde estava interessada o gigante Rosneft era juridicamente possível, já que a lei sobre a privatização não proibia a negociação. Finalmente no mês passado, a companhia presidida por Igor Sechin, amigo do presidente russo, Vladimir Putin, adquiriu por cerca de 329,7 milhões de rublos (aproximadamente 5 bilhões de dólares) por 50% das ações da Bashneft.

(Com agência EFE)

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