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Milhares marcham em Londres por novo referendo sobre Brexit

Manifestantes são contrários à saída do Reino Unido da União Europeia

Centenas de milhares de opositores à saída do Reino Unido da União Europeia marcharam pelo centro de Londres neste sábado, 23. Eles exigem um novo referendo ante a ameaça de queda da primeira-ministra Theresa May e o aprofundamento da crise em torno do Brexit. Os manifestantes se reuniram no centro de Londres com cartazes em que se liam “o melhor acordo é nenhum Brexit” e “demandamos uma votação popular”. Os organizadores disseram ser provavelmente o maior protesto contra o Brexit já realizado.

Após três anos de um árduo debate, ainda é incerto como, quando e até mesmo se o Brexit ocorrerá. May tenta costurar um plano de saída para a pior crise política em pelo menos uma geração. A primeira ministra indicou na sexta-feira 22 que pode não levar seu acordo de divórcio com a UE, já derrotado duas vezes, para nova votação no parlamento, deixando aberta uma crise. Os jornais The Times e The Daily Telegraph noticiaram que cresce a pressão por sua renúncia.

“Eu me sentiria diferente se esse fosse um processo bem administrado e se o governo estivesse tomando decisões sensatas. Mas é um completo caos”, disse Gareth Rae, de 59 anos, que viajou de Bristol para ir ao protesto. “O país vai ficar dividido não importa o que aconteça, e é pior ficar dividido em torno de uma mentira.”

Enquanto o país e seus políticos se dividem sobre o Brexit, a maioria concorda que se trata da decisão estratégica mais importante já enfrentada pelo Reino Unido desde a II Guerra Mundial.

Manifestantes pró-Europa se juntaram em torno do Marble Arch, no Hyde Park, por volta do meio-dia (horário local, 9h no fuso de Brasília) para uma marcha em prol de um novo referendo. De lá, eles seguiram para o gabinete da primeira-ministra, em Downing Street, encerrando a caminhada em frente ao parlamento.

Não há estimativa oficial de participantes, mas segundo os organizadores do protesto centenas de milhares de pessoas se juntaram à multidão no início da caminhada. Os responsáveis disseram estar confiantes de que o número superará o de uma manifestação semelhante ocorrida em outubro, quando cerca de 700.000 pessoas compareceram.

(Com a Reuters)