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Milhares de islandeses oferecem a própria casa para hospedar refugiados sírios

A maior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial está mobilizando milhares de pessoas na remota Islândia. Uma campanha divulgada nas redes sociais para pressionar o governo do país a abrigar refugiados da Síria já ganhou a adesão de mais de 12.000 islandeses. Eles se ofereceram para hospedar refugiados sírios em suas próprias casas e ensinar o idioma aos imigrantes.

“Refugiados são recursos humanos, com experiência e habilidades. Eles são nossas futuras esposas, melhores amigos, nossa próxima alma gêmea, o baterista da banda dos nossos filhos, a Miss Islândia 2022”, diz a carta aberta à ministra do Bem-Estar Social do país, Eygló Harðar, redigida pela idealizadora da campanha, a escritora por Bryndis Bjorgvinsdottir. “São pessoas a quem nunca poderemos dizer ‘sua vida vale menos que a minha'”, diz o texto.

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Bryndis disse a uma emissora de TV local que o país estava comovido com a tragédia vivida pelos sírios. “Acho que as pessoas estão cansadas de ver notícias de pessoas morrendo no Mediterrâneo e em campos de refugiados, e querem que algo seja feito agora”. Hoje, o governo da Islândia, país com cerca de 350.000 habitantes, aceita receber 50 imigrantes. Após as ofertas de hospedagem, porém, as autoridades estudam aumentar essa cota.

Alemanha – Em Berlim, um grupo de alemães criou a campanha ‘Refugees Welcome’, que reúne pessoas dispostas a hospedar refugiados do Afeganistão, Burkina Faso, Mali, Nigéria, Paquistão, Somália e Síria. Mais de 780 alemães já aderiram à campanha e 122 imigrantes foram acomodados até o momento. A ideia dos criadores é expandir o programa para outros países da Europa.

(Da redação)