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Merkel tem terceiro episódio de tremores em menos de um mês

Chanceler afirmou que primeiro caso de espasmos foi causado por desidratação; alemã completará 65 anos na próxima semana

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, voltou a sofrer nesta quarta-feira, 10, um visível tremor corporal durante uma cerimônia oficial em Berlim. O estado de saúde da chefe de governo despertou preocupação e suscitou especulações.

Nas imagens divulgadas pelas emissoras de televisão alemãs é possível ver a chanceler sofrendo um episódio de espasmos durante a execução do hino alemão na recepção com honras militares ao primeiro-ministro finlandês, Antti Rinne.

Trata-se do terceiro episódio de espasmos que Merkel sofre em público em pouco mais de três semanas. Desta vez, ao contrário das duas anteriores, aparentemente a chanceler não tentou controlar os tremores.

Após as imagens desta quarta gerarem novas especulações sobre sua saúde, a chanceler garantiu que não há motivos para preocupação. “Estou muito bem, não é preciso se preocupar”, assegurou. Um porta-voz afirmou que a chanceler seguiria sua agenda normalmente nesta quarta.

Em entrevista coletiva conjunta com o ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz, durante a reunião de cúpula do G20 em Osaka, Merkel se pronunciou no último dia 29 de junho pela primeira vez de forma explícita sobre sua saúde.

Ao responder aos questionamentos dos jornalistas, a chanceler disse entender o interesse em sua saúde, mas ressaltou que não tinha “nada particular a informar”.

“Estou bem. Estou convencida que da mesma maneira que esta reação surgiu, também voltará a desaparecer”, destacou. Merkel completará 65 anos no próximo dia 17 de julho.

Após o primeiro episódio de tremores, no último dia 18, durante a recepção com honras militares ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, Merkel tentou se desviar das especulações sobre sua saúde e atribuiu os espasmos a um suposto problema de desidratação.

Os problemas de saúde ocorrem a pouco tempo da aposentadoria de Merkel. Ela não vai se candidatar na próxima eleição e sairá de cena de vez no fim de seu mandato como chanceler, em 2021.

(Com EFE)