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Mídia estrangeira destaca lei de posse de armas ao noticiar massacre

Clarín, The Guardian e Deutsche Welle chamam a atenção para o recente decreto do presidente Jair Bolsonaro; meios lembram massacre de 2011 em Realengo (RJ)

Ao noticiarem o massacre de Suzano (SP), nesta quarta-feira, 13, jornais estrangeiros mencionam a mudança nas regras sobre posse de arma adotada pelo governo de Jair Bolsonaro e o elevado índice de violência no Brasil. Também lembram outra tragédia em escola brasileira, a de 2011 em Realengo (RJ).

“É o primeiro fato deste tipo da Presidência de Bolsonaro, e tem um antecedente dramático no Rio de Janeiro, onde em 2011 um ex-aluno matou doze garotos em uma escola”, informou o Clarín, de Buenos Aires. “As leis sobre armas são extremamente estritas no Brasil, mas não é difícil comprar ilegalmente uma arma. O novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, recentemente anunciou que os controles sobre a posse de armas seriam reduzidos”, assinalou o britânico The Guardian.

O mesmo jornal e o francês Le Monde informaram que massacres em escolas são raros no Brasil. Mas ambos acrescentaram que o país é um dos mais violentos do mundo. A agência Deutsche Welle, da Alemanha, também ressaltou o alto nível de violência vivido pelo país nos últimos anos.

“O Brasil é um dos países mais violentos do mundo. Mais de 60.000 pessoas são mortas todos os anos”, diz a reportagem, que ressalta que até agora tiroteios em escolas foram raros. “Recentemente, Jair Bolsonaro modificou a legislação sobre armamentos para facilitar a compra de armas de fogo”, completa o jornal alemão.

O Guardian lembrou especialmente o caso de Realengo, quando o ex-estudante Wellington Menezes de Oliveira, matou doze garotos na Escola Municipal Tasso da Silveira e se suicidou.  O jornal El País, da Espanha, igualmente mencionou esse episódio.

“O Brasil acaba de sofrer um desses massacres tão frequentes nos Estados Unidos, mas não em um país sul-americano. O cenário foi uma escola. O acontecimento lembra o massacre há sete anos em um colégio público do Rio de Janeiro, onde um ex-estudante entrou armado e assassinou doze alunos antes de disparar um tiro contra si”, registrou.

A maioria dos meios internacionais tratou de apresentar a seus leitores os fatos já apurados sobre o massacre de Suzano, sem análises mais profundas sobre o episódio. Os títulos das reportagens, entretanto, não deixam de marcar a tragédia e a aproximação desse episódio aos frequentes tiroteios em escolas dos Estados Unidos.

A rede americana de televisão CNN abriu a notícia, em seu portal, com o título “Massacre em escola no Brasil: ataque mortal em São Paulo”. O jornal argentino La Nación trouxe os fatos com a manchete “Tiroteio escolar em São Paulo: dois estudantes mataram oito pessoas e se suicidaram”.

Comentários

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  1. Paulo Bandarra

    Não tem nada a ver com a lei dass armas. Usaram até machado.

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  2. Jose Roberto de Lima Machado

    Oi!…estamos na plenitude do decreto anterior.No novo, pouco coisa mudou.A Lei do Desarmamento de país socialista altamente restritiva ao direito de autodefesa,praticamente continua válida.A inibição do atentado ao “cidadão-armado” só se efetivará quando o agressor,no mínimo,tiver a “dúvida” sobre se os que estão “em volta”,também estão armados(habilitados)!…

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