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Acusado por massacre em sinagoga nos EUA se declara inocente

Se condenado, Robert Bowers pode enfrentar a pena de morte ou prisão perpétua sem liberdade condicional

Por Da Redação - Atualizado em 1 nov 2018, 16h00 - Publicado em 1 nov 2018, 15h16

Robert Bowers, o homem acusado de matar 11 pessoas no sábado em uma sinagoga na cidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, se declarou inocente nesta quinta-feira das 44 acusações federais que podem condená-lo à pena de morte.

Bowers, de 46 anos, não se pronunciou diante do juiz, exceto para dizer que ele entendeu as acusações contra ele. Seu advogado apresentou uma declaração de inocência e pediu que um tribunal com jurados analise o caso a partir de agora.

O réu chegou ao tribunal algemado e andando. Na segunda-feira (29), se apresentou a um juiz federal em uma cadeira de rodas, depois de ser atingido na troca de tiros com a polícia durante o ataque à sinagoga.

De acordo com a acusação, Bowers invadiu a sinagoga Árvore da Vida com um rifle de assalto AR-15 e três pistolas, assassinando 11 fiéis nos serviços de Shabat e ferindo outros seis, incluindo quatro policiais. Ele foi preso no terceiro andar da sinagoga, depois de ser ferido em troca de tiros.

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“Enquanto estava dentro da Sinagoga Árvore da Vida, Bowers fez declarações que indicavam seu desejo de ‘matar judeus'”, disseram os promotores.

Entre os crimes dos quais é acusado está a obstrução do livre exercício das crenças religiosas – crime de ódio, nos Estados Unidos – e uso de arma de fogo para cometer assassinatos.

Segundo as acusações ampliadas, se for condenado, ele pode enfrentar a pena de morte ou prisão perpétua sem liberdade condicional, seguida por uma sentença consecutiva de 535 anos de prisão, informou o Departamento de Justiça.

A pena capital é adotada em 30 dos 50 estados americanos e o Distrito de Columbia (Washington). Na Pensilvânia, ainda está prevista pelo Código Penal, mas não tem sido aplicada nos últimos 20 anos.

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Segundo a polícia local, o atirador disse que odiava os judeus porque eles estavam facilitando o ingresso nos Estados Unidos de refugiados muçulmanos e latino-americanos.

“O ódio e a violência baseados na religião não podem ter espaço na nossa sociedade”, disse o procurador-geral, Jeff Sessions, em um comunicado. “Todo americano tem o direito de frequentar sua casa de culto com segurança”.

(Com AFP)

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