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Médico que alertou para coronavírus antes de epidemia está em estado grave

Li Wenliang, de 34 anos, contraiu a doença de um de seus pacientes; imprensa havia noticiado falecimento, mas hospital negou informação

Por Da Redação Atualizado em 6 fev 2020, 16h18 - Publicado em 6 fev 2020, 14h23

O médico chinês que alertou o público sobre uma possível epidemia de uma doença “semelhante à SARS” em dezembro de 2019 está em estado grave em um hospital de Wuhan. Li Wenliang, de 34 anos, contraiu coronavírus de um de seus pacientes.

A imprensa chinesa havia noticiado a morte de Li na tarde desta quinta-feira, 6, mas voltou atrás depois que o hospital em que o médico está internado publicou na rede social Weibo uma nota dizendo que o chinês ainda estava vivo, mas em condição muito grave.

O jornal chinês Global Times, que havia relatado a morte, diz agora que Li está em situação crítica, sofreu parada cardíaca e agora está respirando com ajuda de aparelhos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também havia confirmado a morte de Li em uma postagem no Twitter em que lamentava seu falecimento. Após o conflito de informações, alegou não ter informações sobre seu estado de saúde.

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Esta não é a primeira vez que a OMS divulga informações que depois se provaram inverídicas sobre a edpidemia do novo coronavírus. No final de janeiro, após dizer que o risco de infecção da doença em todo o mundo era “moderado”, a organização teve que se corrigir publicamente e retificar que, na verdade, o risco era “elevado”.

Li foi o primeiro médico a alertar sobre o surgimento de um novo coronavírus, em uma postagem em um grupo de ex-alunos na rede social WeChat, em 30 dezembro. Na mensagem, o médico afirmava que sete pacientes de seu hospital apresentaram sintomas semelhantes aos da SARS após frequentarem um mercado de frutos do mar da cidade.

A postagem se espalhou e Li foi acusado pela polícia de Wuhan de disseminar rumores. Ele foi um dos médicos da cidade convocados pelas autoridades para assinar uma carta de reprimenda na qual era acusado de “espalhar boatos on-line” e “perturbar gravemente a ordem social”.

Li foi internado em 12 de janeiro após contrair o vírus de um paciente. Acabou oficializado que ele tinha a doença em 1º de fevereiro.

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