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Marine Le Pen se nega a usar véu em encontro com líder muçulmano

A candidata da extrema-direita à presidência da França está em campanha no Líbano

Por Da redação - 21 fev 2017, 17h26

A líder da extrema direita e candidata à presidência da França, Marine Le Pen, cancelou um encontro nesta terça-feira com o grão-mufti do Líbano, principal clérigo para muçulmanos sunitas no país, por se recusar a cobrir a cabeça com um véu.

A candidata a presidência está em campanha de dois dias pelo Líbano, em busca de votos franco-libaneses para o primeiro turno das eleições da França, que ocorrerão no dia 23 de abril. Muitos libaneses moraram na França durante a guerra civil libanesa, de 1975 a 1990, e se tornaram cidadãos franceses.

De acordo com a rede CNN, Le Pen disse aos repórteres que ficou surpresa com a exigência. O porta voz do mufti informou, no entanto, que a candidata havia sido informada sobre a necessidade de cobrir a cabeça na reunião.

A candidata alegou que, durante uma visita ao Egito há dois anos, ela encontrou o grão-mufti de Al-Azhar e não teve de usar o véu. “A maior autoridade sunita não fez essa exigência, mas isso não importa. Transmita ao mufti minha consideração, mas não usarei um véu”, disse Le Pen, que deixou o local imediatamente.

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Após o incidente, o vice-presidente do partido da candidataFlorian Philippot, publicou em suas redes sociais sobre a recusa de Le Pen em usar o véu. “Uma linda mensagem de liberdade e emancipação enviada às mulheres na França e no mundo!”.

Em sua campanha, a candidata tem reiterado sua oposição ao uso de véus islâmicos. A burca e o niqab, véus islâmicos que cobrem o rosto das mulheres, são banidos de áreas públicas na França desde 2011. Os hijabs, véus que cobrem a cabeça e mostram o rosto, são proibidos nas escolas francesas desde 2004. 

(Com AFP)

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