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Mande Bolsonaro se vacinar também, diz prefeito de NY a Michelle

Democrata Bill de Blasio já havia criticado presidente brasileiro durante viagem à Assembleia Geral da ONU

Por Da Redação 29 set 2021, 13h41

O prefeito de Nova York, o democrata Bill de Blasio, reagiu nesta terça-feira, 28, à notícia de que a primeira-dama Michelle Bolsonaro se vacinou contra a Covid-19 na cidade americana e aproveitou o momento para fazer uma nova provocação ao presidente Jair Bolsonaro.

“Mande seu marido se vacinar também para que ele pare de ser um perigo para outras pessoas”, escreveu De Blasio em sua conta no Twitter, junto a uma reportagem do jornal New York Times sobre a vacinação da primeira-dama durante sua viagem aos EUA para a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Em entrevista exclusiva a VEJA, Bolsonaro citou a primeira-dama como exemplo de que a vacina deve ser uma opção, não uma obrigação. “Não consigo influir nem na minha própria casa”, afirmou.

Antes, em live semanal na última quinta-feira, 23, ele disse: “Olha o que aconteceu com minha esposa agora nos Estados Unidos. Veio conversar comigo: ‘Tomo ou não tomo a vacina?’. Dei minha opinião, não vou falar aqui qual foi. Ela tomou a vacina. É maior de idade, tem 39 anos, sabe o que faz”.

O presidente, por sua vez, afirma não ter recebido o imunizante contra a Covid-19, motivo pelo qual foi criticado durante sua viagem aos Estados Unidos para reunião na ONU. Ele é o único líder do G-20, as principais economias do mundo, que não quis se imunizar.

Em pronunciamento durante a viagem de líderes para a Assembleia Geral, De Blasio citou nominalmente o presidente brasileiro, dizendo que ele “nem precisa” ir à cidade caso não queira se vacinar.

“Precisamos mandar uma mensagem para todos os líderes do mundo, incluindo Bolsonaro, do Brasil; Se você pretende vir para cá, você precisa estar vacinado”, disse De Blasio. “Se você não quer se vacinar, nem precisa vir“, acrescentou.

Nova York foi um dos lugares mais afetados pelo coronavírus nos Estados Unidos, somando 34.000 mortes. No auge de contágios, em abril do ano passado, chegou a registrar dias com média de mais de 800 mortes.

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