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Malásia reabrirá embaixada em Pyongyang

Prédio está fechado desde 2017 por crise diplomática instaurada entre os países após a morte de Kim Jong-nam, meio-irmão de Kim Jong-un

A Malásia anunciou nesta terça-feira (12) que reabrirá sua embaixada na Coreia do Norte, fechada em 2017 por causa da crise diplomática instaurada entre os dois países após a morte de Kim Jong-nam, meio-irmão do líder norte-coreano Kim Jong-un, no aeroporto de Kuala Lumpur.

O primeiro-ministro malaio, Mahathir Mohamad, anunciou a sua intenção de restabelecer as relações com Pyongyang durante um fórum empresarial no Japão, onde realiza uma viagem oficial. “Sim, reabriremos a embaixada”, disse o líder em entrevista à revista japonesa Nikkei.

A embaixada está vazia desde abril do ano passado, depois que Pyongyang autorizou a saída do país de seus três funcionários, junto com seis familiares, como parte de um acordo para resolver uma crise provocada pela morte de Kim Jong-nam.

A Coreia do Norte proibiu a saída dos malaios em resposta à expulsão do embaixador norte-coreano em Kuala Lumpur depois que este criticou a investigação pela morte de Kim Jong-nam e acusou a Malásia de conspirar com os inimigos de Pyongyang.

A Malásia respondeu com o veto à saída dos norte-coreanos do país, agravando a escalada de tensão entre os dois países, que até então mantinham um acordo recíproco de isenção de vistos.

Kim Jong-nam morreu em fevereiro de 2017, após ser atacado por duas mulheres, uma indonésia e uma vietnamita, que esfregaram em seu rosto um potente agente tóxico. Na época, a Coreia do Sul atribuiu a ação a agentes norte-coreanos.

As duas mulheres, processadas pela justiça malaia, asseguraram no início do julgamento que acreditavam que participavam de uma pegadinha para um programa de televisão.

Na entrevista, publicada antes da reunião entre Kim Jong-un e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Singapura, Mahathir disse que a Coreia do Norte tem o mesmo direito a defender seus interesses que os Estados Unidos.

Mahathir também disse que a Malásia não deve ser “cética” sobre a sinceridade de Pyongyang em suas negociações com Washington.

“Deveríamos acreditar no que a Coreia do Norte diz e levá-la a participar das negociações internacionais para moderar a rígida atitude de antes”, disse o dirigente malasio.

(Com EFE)