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Mais de 100 milhões de americanos já votaram antecipadamente

Em vários estados, votos antecipados já superaram o número total de votos da eleição presidencial de 2016

Por Da Redação Atualizado em 3 nov 2020, 17h49 - Publicado em 3 nov 2020, 17h45

Mais de 100 milhões de americanos já votaram de forma antecipada para a eleição presidencial, nesta terça-feira, 3,  de acordo com a última contagem atualizada do US Elections Project, referência estatística no tema. Em vários estados, como o Texas, votos antecipados já superaram o número total de votos da eleição de 2016.

Segundo análise do Washington Post, o número representa cerca de 75% total de votos registrados no último pleito, em 2016,  quanto o atual mandatário, o republicano Donald Trump, disputava o cargo com a democrata Hillary Clinton. Agora, Trump pleiteia mais quatro anos no comando contra Joe Biden, o candidato democrata da vez. Segundo uma média das maiores pesquisas eleitorais americanas, feita pelo portal Five Thirty Eight, Biden está nove pontos percentuais à frente do adversário.

As cédulas, enviadas pelo correio ou depositadas pessoalmente pelos eleitores antes da abertura oficial das seções eleitorais nesta terça-feira, representam mais de 72% do número total de cédulas na eleição de 2016, de acordo com esta contagem estabelecida pela Universidade da Flórida.

Já que o voto não é obrigatório nos Estados Unidos, o comparecimento às urnas pode ser muito baixo. Nas eleições locais de 2018, a taxa de comparecimento de eleitores registrados foi de 50,3%, enquanto na corrida à Casa Branca de 2016 a taxa foi de 55,7%. Convencer eleitores a participarem das eleições é um dos maiores desafios dos candidatos.

Nos primeiros dias de votação, membros registrados do Partido Democrata superaram registrados do Partido Republicano em quase três vezes nos estados considerados os campos de batalha mais importantes, onde não há um vencedor claro. Conforme o dia da eleição foi se aproximando, no entanto, o número de presença foi ficando mais parecido.

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Devido à pandemia, o número de pessoas que votará pelo correio nos Estados Unidos aumentou muito em relação aos últimos pleitos. Em uma pesquisa feita em julho, quase dois terços dos entrevistados disseram que usariam a modalidade neste ano, maior que a proporção de um em cada quatro eleitores nas últimas duas eleições federais. Quatro anos atrás, 57 milhões de eleitores votaram cedo, de acordo com o site da Comissão de Assistência Eleitoral dos Estados Unidos.

Isso fez com que organizações que encorajam a participação no processo eleitoral pedissem que as pessoas parassem de enviar os votos por correspondência para não sobrecarregar o Serviço Postal americano e atrasar a contagem. Contudo, a Suprema Corte já permitiu que cédulas pelo correio sejam aceitas depois do dia 3 de novembro na Pensilvânia e Carolina do Norte.

Em ambos os estados, o democrata Joe Biden vence o republicano. De acordo com o FiveThirtyEight, Biden lidera na Pensilvânia com 50,1% das intenções de voto, contra 44,8% a favor de Trump. Na Carolina do Norte, o democrata permanece na frente por pouco, com 49,1% contra 46,9%.

Trump já havia afirmado sucessivamente que era contra a votação por correio, principalmente depois que as pesquisas passaram a mostrar seu adversário com uma ampla vantagem. Segundo o republicano, sem citar fontes ou comprovações, eleições à distância abrem brecha para fraudes e interferências eleitorais. Para a oposição, o líder americano estaria tentando sabotar as eleições para garantir um segundo mandato.

A baixa adesão costuma favorecer o Partido Republicano que, na última eleição, venceu graças ao sistema de votação por Colégio Eleitoral, mas recebeu menos votos do que o Partido Democrata. Além disso, a estratégia pode abrir brecha para que Trump conteste um resultado que não lhe favoreça.

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