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Mãe de vítima de ataques de Paris quer processar Bélgica

A francesa acredita que as autoridades belgas deveriam ter tomado ações mais drásticas contra os terroristas antes dos atentados de 13 de novembro

A mãe de um advogado francês morto na casa de shows Bataclan em novembro, durante os atentados terroristas que atingiram Paris, acusou a Bélgica de negligência e anunciou que pretende levar o caso para a Justiça.

Nadine Ribet-Reinhart acredita que as autoridades belgas deveriam ter tomado ações mais drásticas contra os terroristas que planejaram e executaram os ataques de 13 de novembro. Muitos dos envolvidos no atentado eram jihadistas nascidos ou que viviam na Bélgica. “Isso se chama inação. E como consequência dessa inação, famílias foram dizimadas e crianças nunca vão nascer”, disse.

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O filho de Nadine, o advogado anticorrupção Valentin Ribet, de 26 anos, foi uma das 130 pessoas assassinadas na série de ataques coordenados por extremistas islâmicos. Sua namorada, Eva, também foi atingida por um tiro, mas sobreviveu. Ainda não está claro o tipo de ação que poderia ser aberto pela família de Valentin contra o governo belga. Acredita-se que grande parte do processo de planejamento dos atentados aconteceu na Bélgica. Três residências utilizadas pelos jihadistas no país foram identificadas pela polícia na semana passada. Segundo as autoridades belgas, os terroristas viajaram para Paris somente horas antes dos ataques.

“Eles poderiam e deveriam ter parado os 10 terroristas que andavam totalmente impunes pelo território francês naquela noite; pessoas que andavam à vontade de metrô, em seus carros e usando seus celulares”, afirmou Nadine à emissora francesa BFM-TV. Muitos dos terroristas tinham ascendência belgo-marroquina e viviam em Bruxelas ou regiões próximas. O mentor dos ataques, Abdelhamid Abaaoud, cresceu na capital belga e segundo as autoridades francesas também estava ligado a quatro atentados terroristas frustrados anteriormente, incluindo um ataque contra um trem que fazia o trajeto entre Amsterdã e Paris, em agosto do ano passado.

(Da redação)